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Seu problema é nosso16/08/2017 | 10h39Atualizada em 17/08/2017 | 12h17

Demora no atendimento de criança com queimadura revolta a família

Depois de uma semana peregrinando por complexos de saúde da Região Metropolitana,  a criança foi internada em Porto Alegre e precisou passar por uma cirurgia

Demora no atendimento de criança com queimadura revolta a família Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Após alta de Linday, pais estão mais calmos  Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Um atendimento apressado, seguido de um acompanhamento médico superficial, segundo a família, quase comprometeu uma das mãos do bebê Linday Silva Vargas, sete meses.

Filha do vendedor Gabriel Fernandes Vargas, 20 anos, e da professora Andrea Silva, 31 anos, Linday sofreu uma queimadura na mão esquerda ao derrubar um copo de leite fervido, no dia 2 de agosto.

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Moradora do Bairro Mathias Velho, em Canoas, a família passou uma semana peregrinando por complexos de saúde da Região Metropolitana, sem que o ferimento amenizasse. Na segunda-feira passada, a criança foi internada em Porto Alegre e precisou passar por uma cirurgia para reparar os danos.

Romaria 

Para o pai, o drama poderia ter sido evitado já no primeiro atendimento, no Hospital Padre Jeremias, de Cachoeirinha. Lá, Linday foi atendida e liberada depois de poucas horas, mesmo com a queimadura grave.

— Se já tivessem internado ela, não teríamos passado por todo esse sofrimento — argumenta Gabriel.

Assim que o acidente aconteceu, Linday foi levada às pressas até o Hospital Padre Jeremias. A criança foi medicada, um curativo foi feito e ela foi liberada. Os pais foram orientados a se dirigir até seu posto de saúde de referência para trocar o curativo diariamente.

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Como moram em Canoas, foi lá que os pais procuraram atendimento. Na Upa Mathias Velho, onde o bebê foi atendido até sábado, mesmo notando que pus e vermelhidão ainda permaneciam na queimadura, os responsáveis pelo atendimento não teriam alertado os pais sobre a infecção. No domingo, no Hospital de Pronto Socorro de Canoas, depois de quatro horas esperando, os pais precisaram ir embora.

Cirurgia 

No dia seguinte, foram a um posto de saúde de Alvorada, onde mora o pai de Gabriel, e uma enfermeira, assustada com o estado avançado da infecção, orientou Gabriel a levar a criança ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. No mesmo dia, Linday foi internada na Capital, onde passou por uma cirurgia de enxerto de pele.

Responsável técnica da Unidade de Queimados Hospital Cristo Redentor, Maria da Graça Figueira Costa, uma das médicas que atendeu Linday, disse que o procedimento correto seria internar a criança já no primeiro atendimento, o que teria amenizado a dor e controlado a infecção. Explicou ainda que a cirurgia seria necessária de qualquer modo, já que a queimadura era de terceiro grau.

"Atendimento dentro da normalidade", afirma hospital de Cachoeirinha

A assessoria de imprensa do Instituto de Cardiologia, que administra o Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha, explicou que o atendimento de Linday ocorreu dentro da normalidade. Segundo a entidade, a infecção foi posterior ao atendimento na unidade.

O hospital explicou que, no dia do acidente, a bebê foi atendida na emergência com medicação para dor e pomada de uso tópico para tratamento da queimadura. Posteriormente, ela foi liberada, porque não havia necessidade de internação, contrariando a informação dada pelo Hospital Cristo Redentor.

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A assessoria do Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), que administra o Hospital de Pronto de Socorro de Canoas, confirmou que a família procurou o local, mas desistiu de esperar pelo atendimento depois do longo tempo de espera. E ressaltou que todos os procedimentos ambulatoriais foram seguidos conforme os protocolos existentes.

*Produção: Alberi Neto


 

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