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Seu problema é nosso15/08/2017 | 11h13Atualizada em 15/08/2017 | 11h23

Falta de limpeza em reservatórios do Dmae prejudica a vida de moradores de Porto Alegre

As caixas d'água instaladas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos na Vila Altos da Colina, três anos atrás, nunca foram limpas

Falta de limpeza em reservatórios do Dmae prejudica a vida de moradores de Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Desde que foram instalados, os reservatórios nunca foram limpos pelo Dmae Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Os moradores da Vila Altos da Colina, na Zona Leste de Porto Alegre, convivem com um problema no abastecimento de água do bairro. As caixas d'água instaladas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos ( Dmae), três anos atrás, nunca foram limpas. E essa falta de manutenção do equipamento deixa a água com gosto ruim, além de oferecer risco à saúde de cerca de 130 famílias que vivem ali. 

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Vice- presidente da Associação de Moradores da Vila Altos da Colina, o vigilante Fabiano Vargas Vieira, 39 anos, já teve de levar o filho de cinco anos para o hospital mais de uma vez. Isso em função de problemas estomacais causados pela ingestão de água da torneira. 

— Nós somos uma comunidade de pessoas pobres, muitos não têm condições de comprar água mineral ou ter filtro em casa, então, acabam tomando água da torneira mesmo — explica Fabiano. 

Descaso 

Segundo o vigilante, que mora há 11 anos no bairro, quando o Dmae instalou as caixas d'água, a intenção era facilitar o abastecimento. Antes disso, não havia água encanada na comunidade e os moradores precisavam descer o morro e pedir água para vizinhos. Porém, depois de instaladas, elas nunca foram limpas ou vistoriadas pelo órgão. 

Há um ano, a situação começou a piorar. E cerca de três meses atrás, juntamente com outros moradores, o vigilante resolveu dar uma olhada na situação das caixas, já que havia suspeita de que o gosto ruim da água e os problemas de saúde causados da vizinhança ocorressem em razão da falta de limpeza. Eles foram surpreendidos pelo estado em que se encontrava o reservatório, com muito limo e sujeita misturados à água. 

O limo toma conta dos reservatórios instalados no bairro Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Sem solução 

E não foi por falta de reclamação dos moradores que a manutenção deixou de ser feita. Segundo Fabiano, a associação já entrou em contato com o Dmae diversas vezes. Inclusive, teria sido aberto um processo administrativo dentro do departamento para solucionar a questão, o que ainda não aconteceu. Três anos sem limpeza

Dmae alega ser área de risco 

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que trata-se de uma área irregular e de risco (onde passam redes de alta tensão), por isso, não pode receber investimentos públicos até ser regularizada. 

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Informa que "o Dmae buscou autorização junto ao Ministério Público em 2015 para instalar dois reservatórios de 5 mil litros para o abastecimento temporário das famílias da região, com o acordo da comunidade para manutenção". 


 

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