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Seu problema é nosso10/08/2017 | 10h59Atualizada em 10/08/2017 | 10h59

Falta de obras deixa esgoto correndo em frente de creche há dez anos

O Diário Gaúcho mostrou o caso da instituição que fica na Zona Norte de Porto Alegre em 2007, mas, de lá pra cá, pouca coisa mudou

Falta de obras deixa esgoto correndo em frente de creche há dez anos Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Água suja na porta da creche leva mau cheiro para dentro das salas  Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Diariamente, as crianças que chegam até a Creche Estrelinha do Céu, na Rua Ulysses de Alencastro Brandão, Bairro Sarandi, em Porto Alegre, precisam encarar um esgoto que corre a céu aberto bem em frente ao local. E esse transtorno não começou agora. O Diário Gaúcho mostrou o caso em 2007, mas, de lá pra cá, pouca coisa mudou. 

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Diretor da creche, José Luiz da Cunha, 58 anos, conta que a situação ficou insuportável no final do ano passado. A equipe do Departamento de Esgotos Pluviais (Dep), que fazia hidrojateamentos e limpezas paliativas no local, não apareceu mais, tampouco alguma reforma foi feita na rede de esgoto pluvial. Enquanto isso, o diretor conta com a ajuda dos funcionários da creche para tentar limpar provisoriamente as bocas de lobo em frente à escolinha. 

— Em outubro do ano passado, liguei para o 156 para registrar a reclamação, mas ninguém veio fazer uma limpeza no local — conta José Luiz. 

Funcionários limpam o local por conta própria Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Perigo 

Além do mau cheiro causado pela água suja, o acúmulo de esgoto na via faz com que as pessoas tenham de passar longe da faixa de pedestres para atravessar a rua, que é bastante movimentada. Inclusive as crianças, o que se torna uma preocupação a mais para o diretor da creche. Mesmo em dias secos, as três bocas de lobo da via não conseguem dar vazão à agua, que fica parada no local. 

— Essas bocas de lobo estão sempre assim, entupidas. E só hidrojateamentos não adiantam, porque não resolve o problema — contesta o diretor. 

Por enquanto, somente limpeza

Em 2007, a assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que somente uma obra resolveria a questão, pois "os canos não tinham caimento suficiente para escorrer o esgoto". Porém, dez anos depois, essa intervenção ainda não foi realizada. 

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Hoje, a assessoria de imprensa do Dep confirma que ainda existe uma obstrução na rede pluvial. O órgão também informou que uma vistoria foi realizada no local e que, por enquanto, será feita uma limpeza da rede com hidrojateamento, que está programada para acontecer ainda nesse mês. 

Questionada sobre uma previsão para que a obra necessária seja feita, o Dep explicou que, agora, esse tipo de obra compete à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana ( Smim). A assessoria da Smim prometeu fazer uma vistoria no local e enviar uma resposta sobre o caso. 

*Produção: Alberi Neto


 

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