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Seu problema é nosso03/10/2017 | 09h54Atualizada em 03/10/2017 | 09h54

Cadeirante fica no corredor do ônibus por falta de lugar acessível

A cena faz parte do dia a dia de Magda Viviane de Deus dos Santos, que há 27 anos vive em uma cadeira de rodas, depois de sofrer um acidente de carro

Cadeirante fica no corredor do ônibus por falta de lugar acessível Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Magda (E) teve de ficar no corredor de veículo para conseguir ser transportada Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Duas pessoas cadeirantes e um ônibus com apenas um espaço disponível para pessoas com deficiência (PCDs). A cena faz parte do dia a dia de Magda Viviane de Deus dos Santos, que há 27 anos vive em uma cadeira de rodas, depois de sofrer um acidente de carro. 

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Os problemas enfrentados por Magda no transporte público da Capital já foram contados pelo Diário Gaúcho em 1 º de agosto de 2017. Porém, desde lá, nada mudou. 

Aos 53 anos, Magda é técnica administrativa aposentada e se desloca de ônibus no bairro Restinga, onde mora. Mas, há alguns meses, tem deparado com um problema: ela e uma conhecida, também cadeirante, precisam usar o mesmo ônibus, no mesmo horário, porém o veículo só possui um lugar para PCDs. 

O fato mais recente ocorreu há cerca de três semanas, mas Magda relata que já passou por isso em torno de 30 vezes. Na última, foram duas vezes num dia. Primeiro, quando saía de casa, Magda viu que sua conhecida já estava no veículo. Com a insistência de ambas, o motorista permitiu que ela embarcasse. 

Mais tarde, enquanto Magda se deslocava para voltar para casa, a outra cadeirante aguardava na parada seguinte. Devido à consciência do motorista em não deixar uma mulher sozinha na parada, à noite, no último horário em que o ônibus passa, as duas cadeirantes conseguiram voltar para casa. 

— Se a empresa sabe que eles carregam duas PCDs, eles (motoristas e cobradores) podem ser demitidos — comenta. 

Constrangimento 

Além disso, os veículos apresentam falhas no mecanismo que sobe a cadeira de rodas. A aposentada afirma que já aconteceu de funcionários não saberem usar o elevador, tendo que, ela mesma, ensiná-los. É comum, em falhas do equipamento, os motoristas erguerem as cadeiras de rodas: 

— O constrangimento é grande. Algumas pessoas, dentro do ônibus, dão risadas. 

EPTC orienta que não sejam transportados 

De acordo com a EPTC, quando houver uma situação como a enfrentada por Magda, o passageiro pode fazer contato diretamente com a empresa de transporte e relatar a situação, solicitando uma alternativa de transporte. A EPTC sugere que os usuários se informem sobre horários de veículos adaptados por meio do telefone 118. 

Além disso, não recomenda que dois cadeirantes usem o mesmo veículo sem a existência de dois boxes, em função da segurança do usuário. 

Já o consórcio Viva Sul, responsável pela linha usada por Magda, afirmou que segue o layout padrão exigido pela EPTC, conforme licitação, em que os coletivos devem possuir um box para a cadeira de rodas, conforme ABNT NBR 14.022. 

Além disso, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) garante que prioriza o uso do veículo com dois espaços para PCDs na linha A13, pois sabem da necessidade de Magda. 

*Produção: Eduarda Endler

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