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Seu problema é nosso19/10/2017 | 09h39Atualizada em 19/10/2017 | 09h47

Falta de ônibus com elevador funcionando prejudica alunos de Apae em Porto Alegre

Segundo uma professora do local, vários alunos são prejudicados pelo problemas e alguns até desistiram de tentar pegar ônibus para ir à aula 

Falta de ônibus com elevador funcionando prejudica alunos de Apae em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Professora flagrou funcionário tentando consertar elevador que travou Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Aos 26 anos, Charles Maílson Costa enfrenta um desafio diário para chegar à Escola de Educação Especial (Apae) Nazareth, em Porto Alegre. O rapaz é tetraplégico e depende de cadeira de rodas para se locomover. Apesar da idade, Charles não é independente: foi atropelado aos quatro anos e, além da paralisia, o acidente deixou outras sequelas. Ele tem a mentalidade de uma criança e precisa de cuidados. 

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Foi sua madrinha, Nilza Terezinha Souza da Silva, 58 anos, quem o criou desde a infância. E é ela que se desloca com Charles todas as manhãs, do bairro Vila Nova, onde moram, até o Centro Histórico. 

Obrigação

De lá, pegam um segundo ônibus para chegar à Apae Nazareth. Porém, o veículo da linha 2561/ Nazareth dificilmente tem, funcionando, o elevador para cadeirantes. 

— Além de estarem estragados ( os elevadores), os motoristas e cobradores da linha atendem muito mal, como se estivessem fazendo uma obrigação em tentar embarcar o Charles — reclama Nilza. 

Constrangimento 

Quem procurou o Diário Gaúcho para relatar o problema foi a professora da escola especial Patrícia Zielinski Ribarski, 31 anos. Ela registrou o problema que alguns alunos enfrentam no seu dia a dia: o elevador de um ônibus travou, e o operador precisou usar da força para recolocar a escada na posição correta. 

— É uma situação chata, pois os equipamentos não funcionam e, quando funcionam, não estão em perfeito estado. Aí, os motoristas ficam batendo e chutando para fazer funcionar — explica a professora. 

Segundo a docente, o problema não afeta somente Charles. Outros alunos cadeirantes que utilizam a linha Nazareth — a única que passa em frente à escola — também reclamam da falta de acessibilidade. 

— Muitos acabam abrindo mão de vir de ônibus, pois se sentem constrangidos com o que precisam enfrentar — relata Patrícia. 

*Produção: Alberi Neto

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