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Seu problema é nosso18/10/2017 | 09h32Atualizada em 18/10/2017 | 09h32

Paciente com diabetes não consegue receber fitas para medição de glicose

A Secretaria de Saúde de Porto Alegre ainda confirmou que em setembro, a entrega para o posto aconteceu com um pequeno atraso

Paciente com diabetes não consegue receber fitas para medição de glicose Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Jornaleiro mostra equipamentos usados Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Joel de Souza Ribeiro, 36 anos, é jornaleiro e, desde 2014, convive com as consequências do diabetes tipo 1. O morador do bairro Rubem Berta, Zona Norte de Porto Alegre, conta que desde o diagnóstico, recebe o kit de materiais necessários para o tratamento da Unidade Básica de Saúde Ramos, em seu bairro. 

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Entretanto, neste mês, não recebeu as fitas necessárias para o teste de glicose. E, quando foi ao posto de saúde, não foi atendido. 

— No final de 2014, tive uma crise no meio da rua, desmaiei e fui levado para a emergência. Lá, fizeram vários exames e descobriram que eu tinha diabetes. Desde então, tenho que testar a glicose mais de uma vez por dia — conta Joel. 

Quando o jornaleiro foi liberado da emergência, recebeu a informação de que, para ganhar o kit, era preciso levar uma relação de exames e documentos na sede da Secretaria Municipal de Saúde. Joel e a esposa, Roseli Silva, 28 anos, foram ao local, onde entregaram a documentação necessária. Cerca de 30 dias depois, receberam a primeira unidade diretamente no posto de seu bairro. 

Gasto de R$ 80 

O diabetes tipo 1 é uma doença crônica que bloqueia a produção da insulina, um hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Uma vez que os níveis de glicose no sangue indicam quanto e quando é preciso aplicar os medicamentos, o jornaleiro não pode ficar sem as fitas. 

Joel e Roseli compraram uma caixa com 50 unidades por R$ 80. Por mês, o jornaleiro precisa de cem fitas (R$ 160). 

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— Não temos como pagar um valor tão alto, e ele não pode ficar sem — explica Roseli. 

Mãe de Joel, a aposentada Ione de Souza Ribeiro, 65 anos, tem a doença há cerca de 15 anos e também sempre teve o kit disponibilizado pelo mesmo posto do filho. 

Prefeitura: Joel não tem cadastro 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio de sua Assessoria de Comunicação, informou que Joel Souza Ribeiro não consta na lista do programa de insumos para diabetes do município. Segundo a administração municipal, foi identificado apenas o cadastro da mãe dele, que tem recebido mensalmente o kit, na Unidade de Saúde Ramos, bairro Rubem Berta. Ou seja, Joel precisa fazer o registro no sistema (veja como fazer abaixo). 

A secretaria ainda confirmou que em setembro, a entrega para o posto aconteceu com um pequeno atraso. Por fim, afirmou que a Unidade tem fechado mais cedo por dificuldade nas escalas. 

Como se cadastrar em Porto Alegre

— Segundo a Coordenação de Assistência Farmacêutica da SMS, para fazer parte do Programa de Insumos do município, o paciente deve abrir processo administrativo no Núcleo de Expediente da SMS, na Avenida João Pessoa, 325, térreo, das 8h30min ao 12h e das 13h30min às 17h. 

Documentos necessários 

— Laudo médico/atestado do SUS com diagnóstico clínico comprovando a presença de Diabetes Mellitus. Em todos os casos deverá ser constatado uso intensificado e/ou contínuo de insulinas. 

— Receituário médico do SUS, informando o tipo de insulinas utilizadas, dosagens, horários de aplicação e Horário de verificação da Glicemia Capilar (HGT). 

— Cópia do Comprovante de residência atualizado (água, luz ou telefone fixo). 

— Cópia do Documento de Identidade. 

— Cópia do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS). 

— Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3289-2899 e (51) 3212-6800.

*Produção: Letícia Gomes

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