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Seu problema é nosso09/11/2017 | 09h31Atualizada em 09/11/2017 | 09h31

Idosa está há oito meses sem receber fraldas em Canoas

Moradora do bairro Fátima, em Canoas, Davina costumava receber as unidades da Secretaria de Saúde do município, o que parou de acontecer em abril deste ano

Idosa está há oito meses sem receber fraldas em Canoas Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Davina sofre do mal de Parkinson Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

 Márcia Terezinha Paz Padilha, 54 anos, tem uma difícil missão: cuidar em tempo integral da mãe, Davina Padilha de Mattos, 87 anos, que há um ano foi diagnosticada com mal de Parkinson. A filha da idosa ainda tem que lidar com a falta de fraldas geriátricas, utilizadas pela idosa, que já dura oito meses. 

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Moradoras do bairro Fátima, em Canoas, costumavam receber as unidades da Secretaria de Saúde do município, o que parou de acontecer em abril deste ano. 

— É muito complicado porque contamos com isso, é um direito nosso — desabafa Márcia. 

A filha de Davina relata que nunca recebe uma resposta concreta ou previsão, o que a frustra ainda mais. Ela explica que, além de ter que ver sua mãe passar pelos efeitos da doença, ainda precisa preocupar-se com a falta de fraldas. 

Pela Farmácia Popular, Márcia paga R$ 8,90 por pacote, que vem com oito fraldas, cada. Por mês, precisa comprar 15 unidades, totalizando R$ 165. 

— Pra quem recebe um pequeno salário e tem que comprar remédios, comida e pagar as contas, esse valor pesa muito — conta Márcia. 

Promessa sem prazo 

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Canoas, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o processo de aquisição das fraldas está em fase final e que ainda neste mês o estoque estará regularizado. Segundo a administração, eles aguardam apenas a chegada do produto para o início da distribuição. Ainda não há uma data certa para o retorno. 

O órgão afirmou que o problema com o estoque aconteceu devido à falta de abertura do processo de compra no ano de 2016. A orientação do município aos pacientes que tiverem qualquer tipo de demanda é procurar a Ouvidoria da SMS  (Rua Doutor Barcelos, 1.600). 

Transtorno coletivo

Márcia presencia uma situação similar perto de casa. A vizinha Francisca Souza Bonato, 55 anos, é aposentada e cuida da irmã Eroni Cabral Dias, 61 anos, cadeirante desde que sofreu um AVC, há nove anos. A espera da família já dura cinco meses. 

Em 19 de julho e em 10 de outubro deste ano, o Diário Gaúcho contou a história de Santa Marina da Rosa Silva, 69 anos, portadora do mal de Parkinson, e de sua filha, Alexandra Estefane de Bittencourt, que deixaram de receber da Secretaria Municipal de Saúde de Canoas as 180 unidades de fraldas por mês. 

Até agora, a família da idosa ainda não recebeu uma previsão de quando o fornecimento voltará. 

*Produção: Leticia Gomes 

 

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