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Seu problema é nosso10/01/2018 | 09h35Atualizada em 10/01/2018 | 09h35

Impasse entre prefeitura e moradores deixa esgoto invadindo residências em Gravataí

O esgoto que deveria ser liberado na rede retorna para o interior das casas, causando mau cheiro e proliferação de insetos

Impasse entre prefeitura e moradores deixa esgoto invadindo residências em Gravataí Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há cerca de sete anos, o vigilante Leonardo Pereira, 42 anos, realizou o sonho da casa própria. Junto com a esposa, a dona de casa Elisangêla Galvão Teixeira, 40 anos, se mudou para um conjunto de seis casas no bairro Bonsucesso, em Gravataí, onde vivem hoje cerca de 20 pessoas. 

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Porém, há aproximadamente um ano, um problema grave começou a aparecer. Os canos colocados na tubulação de esgoto — que se ligam à rede externa cloacal — são de plástico e se quebraram com o passar do tempo. 

Agora, o esgoto que deveria ser liberado na rede retorna para o interior das casas, causando mau cheiro e proliferação de insetos. 

— Das seis casas, quatro são alagadas pelo esgoto. As outras duas não estão assim porque fecharam o ralo. A parte dos fundos destas quatro residências é puro esgoto. Sorte que, nesses dias mais quentes, secou um pouco — conta Leonardo. 

Tubulação 

Os pátios das residências já não podem ser utilizados, pois a água retorna pelo ralo constantemente. 

A indignação dos moradores é em relação à dificuldade para conseguir ajuda da prefeitura para fazer a manutenção e troca dos canos que ficam na rua. É necessário colocar as tubulações corretas que devem ser ligadas à rede cloacal, conforme o vigilante. 

— Se eles sabiam que os canos colocados na rede eram de plástico, como foi liberado o Habite- se das casas? — questiona Leonardo. 

Os moradores já procuraram a prefeitura e a Corsan, responsável por esse tipo de serviço no município. A companhia de abastecimento esteve no local há cerca de dois meses e fez a limpeza dos pátios, mas não deu previsão para troca dos canos. 

Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Direitos 

A vizinhança também procurou o Procon e tentou acionar a Caixa Econômica Federal, responsável pelo seguro das casas. Mas ainda aguardam resposta. 

— Estamos esperando o envio de um perito para avaliar o local. Mas é um plano B, pois a responsabilidade é do poder público, já que os canos estão na rua — acredita Elisangêla. 

Caso nenhuma das possibilidades dê resultado, os moradores pretendem seguir a orientação do Procon e entrar na Justiça para conseguir a realização das obras. 

Jogo de empurra recai nos moradores 

Por meio de nota, a Corsan afirmou que não há rede de esgoto da rede de abastecimento naquela via. Conforme o órgão, "a tubulação existente em frente aos imóveis citados é de drenagem pluvial, sob responsabilidade da prefeitura". 

A administração municipal informou que o projeto de edificação das casas foi aprovado há quase 10 anos, na condição de que houvesse a construção de fossas e sumidouros para cada residência — já que não havia rede de esgoto cloacal — o que não foi executado pelo empreendedor dos imóveis. 

Fossas Ainda segundo a prefeitura, de acordo com orientações do Ministério Público, para que haja a readequação no projeto é preciso que os moradores instalem filtros nas fossas já existentes para que a prefeitura substitua a canalização atual por uma de maior vazão, conectando, assim, essas fossas com filtros à rede fluvial hoje existente. 

*Produção: Alberi Neto

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