Moradores de bairro da Capital não sabem a quem recorrer para retirada de abelhas em árvore na calçada - Notícias

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Seu problema é nosso25/01/2018 | 10h48Atualizada em 25/01/2018 | 10h48

Moradores de bairro da Capital não sabem a quem recorrer para retirada de abelhas em árvore na calçada

Leitora conta que já foi aconselhada pelos Bombeiros a fazer uma mistura de água com sabão e derrubar na colmeia, pois o peso do líquido deixaria as asas dos insetos mais pesadas, matando-os

Moradores de bairro da Capital não sabem a quem recorrer para retirada de abelhas em árvore na calçada Omar Freitas / Agência RBS/Agência RBS
Saionara aponta o local, que conta com aviso Foto: Omar Freitas / Agência RBS / Agência RBS

A assistente administrativa aposentada Saionara Goretti Mariú Lodeyro, 58 anos, moradora da Rua Leite de Castro, no bairro Jardim Itu, na Capital, convive desde dezembro de 2015 com um enxame de abelhas.

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Ele está instalado em uma árvore na calçada em frente à sua residência. Preocupada em remover — e não matar — os insetos, ela tem recebido respostas desanimadoras dos órgãos públicos. 

— Primeiro, meu sobrinho foi picado por abelhas pretas, que cerca de um mês mais tarde deixaram a árvore. Em junho de 2016, aquelas abelhas comuns, amarelas, criaram a colmeia bem do meio dos galhos. Eu e minha irmã também fomos picadas — relembra Saionara. 

Na época, o metalúrgico Júlio Cesar Lodeyro Caldas, 50 anos, sobrinho da aposentada, foi até o Corpo de Bombeiros mais próximo. Lá, recebeu a informação de que a corporação não exterminaria as abelhas, pois configuraria crime ambiental. 

Segundo Saionara, o conselho dado a Júlio foi fazer uma mistura de água com sabão e derrubar na colmeia, pois o peso do líquido deixaria as asas dos insetos mais pesadas, matando-os. 

— Eles acham mais fácil matar uma espécie que está em extinção do que encontrar uma solução que salve os bichos e proteja os moradores, muitos deles, idosos — criticou a moradora.

Soluções 

Saionara entrou em contato com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smams). Na primeira ligação, não recebeu uma instrução de quem poderia auxiliar na retirada da colmeia. Em dezembro de 2017, após a irmã ter sido picada, entrou em contato de novo com Smams. 

A opção apresentada a ela foi contratar apicultores para fazer a remoção, já que o órgão não tem equipes para o serviço. 

— A retirada varia entre R$ 250 e R$ 500. Não acho certo isso, a via é pública e o problema afeta vários moradores — aponta a aposentada. 

Foto: Omar Freitas / Leitor/DG

Analista ambiental do Ibama no Estado, Emerson Strack Skrabe explicou que algumas espécies de abelhas nativas, sem ferrão, estão em extinção — o que não ocorre com as que estão em frente à casa de Saionara. 

Após olhar as fotos feitas pela reportagem, ele afirmou que são da espécie africana. 

— Quem faz a retirada das colmeias são apicultores com Cadastro Técnico Federal do Ibama (CTF). Alguns municípios prestam esse serviço por Secretarias de Meio Ambiente, o que não é o caso de Porto Alegre.

Emergências, com bombeiros 

A Smams confirmou à reportagem que não executa o serviço de remoção de abelhas. A recomendação da Secretaria é procurar os serviços de especialistas, ou seja, apicultores. Emergências devem ser encaminhadas ao Corpo de Bombeiros. 

A Smams explicou, ainda, que não cobre o valor da remoção realizada por profissionais especializados, mesmo estando a colmeia no espaço público. 

A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros informou que irá investigar o caso apresentado pela aposentada e afirmou que a orientação de aplicar mistura de água e sabão em abelhas não se trata de procedimento padrão. 

Reforçou, ainda, que compete a si a atividade de remoção de enxames quando oferecem risco à integridade física dos moradores. 

Como agir nesses casos

— Emergências devem ser comunicadas aos Bombeiros via telefone 193. 

— Para retirar enxames de abelhas na Capital, é preciso procurar um serviço privado, ou seja, com custo. A Associação Gaúcha de Apicultores (AGA) pode dar indicações. Os valores partem de R$ 250. Contato pelo telefone ( 51) 3224-7882, de segunda a sextafeira, das 9h às 17h30min. 

*Produção: Leticia Gomes

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