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Seu problema é nosso29/03/2018 | 09h41Atualizada em 29/03/2018 | 09h41

Falta de medicamento em Viamão prejudica idosa há cinco meses

Desde novembro, Eloá enfrenta o problema de saúde contando apenas com doações de conhecidos e familiares

Falta de medicamento em Viamão prejudica idosa há cinco meses Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Eloá não pode ficar sem medicamento Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há cerca de 15 anos, a dona de casa Eloá Wolfat Victoria, 73 anos, de Viamão, convive com uma doença chamada cardiopatia isquêmica — estreitamento das artérias que levam sangue rico em oxigênio para o coração —, causada por um infarto. 

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Em setembro de 2017, o Diário Gaúcho mostrou a história de Eloá, pois ela estava enfrentando dificuldades para manter o tratamento, devido à falta de entrega do remédio ticlopidina 250mg na farmácia de medicamentos especiais do município. 

Hoje, a ausência é de outro medicamento, o tiotropio 2,5mg, que serve para tratar a falta de ar de Eloá, pois possui asma crônica. Desde novembro, lida com o problema de saúde com apenas doações de conhecidos. 

— Ela não pode ficar sem o remédio. Senão, tem que ser hospitalizada. O remédio mantém a vida dela — conta a filha da dona de casa, a segurança Sandra Guedes César, 50 anos. 

Quando questionou a Secretaria de Saúde de Viamão, a filha foi informada de que não há previsão para o Estado enviar o remédio. 

Alto custo 

Em abril, a família não terá mais o medicamento de Eloá, pois a doação está acabando. Sandra conta que, em farmácias particulares, encontra o tiotropio 2,5mg por cerca de R$ 400. 

Por dia, Eloá toma cerca de 15 medicações, como insulina, losartana, diclopidina, alodipino e alenia, que tratam diabetes e pressão alta e também são usados para afinar o sangue, para controlar o sistema urinário e a falta de ar.

Viamão e Estado se contradizem 

A Secretaria de Saúde de Viamão informou à reportagem que o medicamento Tiotropio 2,5mg foi recebido pela última vez na cidade, vindo da Secretaria Estadual de Saúde, no dia 27 de outubro de 2017. 

A assessoria de comunicação da prefeitura esclareceu que não foi informada uma previsão de entrega do medicamento e ainda afirmou que, "assim que a Secretaria Estadual de Saúde realizar a entrega, imediatamente entraremos em contato com a referida paciente para que a mesma possa retirar o medicamento". 

Em contradição ao que foi informado pela Secretaria de Saúde de Viamão, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) afirmou que o medicamento foi entregue até o final de janeiro e que Eloá não retirou o Tiotropio 2,5mg, apesar de ter em estoque. 

Entrega em abril 

Quando questionada sobre a incoerência entre o que disseram as duas secretarias, a SES declarou que a informação foi enviada pela área técnica responsável pela situação. 

O órgão explicou que o fornecedor estava com problemas para efetuar a compra do laboratório fabricante, mas que o medicamento deve ser entregue para a SES na primeira quinzena de abril. 

*Produção: Eduarda Endler 

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