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Seu problema é nosso26/03/2018 | 13h11Atualizada em 26/03/2018 | 13h34

Bebê precisa de doações para concluir tratamento contra doença rara

O tumor de Helena, rabdóide, é agressivo. Ele é mais comum na infância e costuma se desenvolver no cérebro ou no coração, mas atingiu o rim da menina, que precisou ser removido

Bebê precisa de doações para concluir tratamento contra doença rara Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Helena é a pequena guerreira do bairro Lomba do Pinheiro Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Com apenas um ano e dois meses de vida, Helena de Souza Barboza, do bairro Lomba do Pinheiro, na Capital, já superou muitos obstáculos. Agora, sua família precisa de ajuda para ultrapassar mais um: finalizar o tratamento contra um tumor no rim esquerdo da criança, descoberto em 1 º de novembro do ano passado. 

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O último ciclo de quimioterapia pelo qual Helena precisa passar é feito com um medicamento diferente do usado nas outras sessões. A tepadina — substância utilizada — prepara o corpo para receber o transplante de células boas. Elas têm como objetivo prevenir que a doença retorne. 

A família abriu uma vaquinha online, onde pretende arrecadar o dinheiro necessário para a compra do remédio. A intenção é angariar R$ 39 mil. Deste total, R$ 7.055,20 haviam sido doados para a família até ontem à tarde. 

Descoberta 

— A Helena lutou muito para chegar onde está agora, estamos na fase final do tratamento. E, sem essa última quimioterapia, ela vai ter que repetir grande parte do que já fez — conta a mãe, a dona de casa Michele de Souza Leite, 29 anos. 

Após vômitos intensos, picos de febre, amarelamento da pele e tratamentos com antibióticos que falharam, Michele levou a filha ao Hospital Presidente Vargas. Lá, uma ecografia foi realizada, e Helena foi encaminhada com urgência ao Hospital de Clínicas

A criança fez cinco sessões de quimioterapia no HCPA. O tratamento não funcionou, e o tumor dobrou de tamanho. No dia 27 de novembro, a pequena foi encaminhada para uma cirurgia de remoção do rim esquerdo. 

— Os médicos não podiam nem dizer se sairia viva. Ela estava com a pressão muito alta e, por ser tão novinha, a cirurgia era de alto risco — relembra a mãe. 

Depois de uma operação bem sucedida, Helena ainda precisou fazer seis ciclos de quimioterapia. Há um mês, a família já estava com os documentos prontos para pedir o pagamento da fase final do tratamento, que não é disponibilizado pelo SUS. 

A Defensoria Pública agendou uma perícia para o dia 5 de abril para saber se o governo custeará a última etapa do tratamento. A espera por essa perícia impediria a continuação normal da terapia. Agora, Michele busca a solidariedade para adquirir a medicação: 

— No dia 5, já precisamos estar começando a nova quimioterapia. Os médicos disseram que, se o último ciclo não for feito logo, Helena vai ter que repetir algumas sessões pelas quais já passou. É um processo doloroso para ela e pode acabar prejudicando o organismo. 

Tumor é raro e agressivo 

A família tem até amanhã para adquirir o remédio usado na quimioterapia, já que o produto demora de 15 a 20 dias para ser entregue. Se ele for aplicado a tempo e tiver um retorno positivo, o transplante das células boas — que foram coletadas previamente — será feito, o que representa uma importante barreira para que a doença não retorne. 

O tumor dela, rabdóide, é raro e agressivo. Ele é mais comum na infância e costuma se desenvolver no cérebro ou no coração. Para finalizar o tratamento de Helena, deve- se aplicar a tepadina, que prepara o corpo para receber o transplante de células boas. 

— Precisamos terminar essa fase, assim a Helena pode ser curada. Ela é a menina sorriso daqui, queremos que ela tenha uma boa vida — explica Michele.  

Saiba como ajudar 

— As doações podem ser feitas na vaquinha online.

— Também é possível fazer depósito bancário no Bradesco, agência 1565, conta 00054550, em nome de Vinicius Oliveira Barboza, pai de Helena.

*Produção: Leticia Gomes

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