Depois de acidente, motoboy conta com solidariedade para construir rampa acessível na entrada de casa, em Porto Alegre - Notícias

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Seu problema é nosso21/05/2018 | 09h12Atualizada em 21/05/2018 | 09h29

Depois de acidente, motoboy conta com solidariedade para construir rampa acessível na entrada de casa, em Porto Alegre

Depois de sofrer um acidente, Marcelo Corrêa deverá passar por 18 meses de tratamento intensivo de fisioterapia para voltar a caminhar

Depois de acidente, motoboy conta com solidariedade para construir rampa acessível na entrada de casa, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Marcelo passou por cirurgia na coluna Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

O motoboy Marcelo Felipe Corrêa, 45 anos, se considera um homem sortudo — apesar de, em 12 de fevereiro deste ano, ter sofrido um acidente enquanto trabalhava. Morador do bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre, Marcelo tentou desviar de um carro em movimento e se chocou com um veículo estacionado. 

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Agora, está em plena recuperação e precisa da solidariedade alheia para voltar a caminhar. No acidente, Marcelo fraturou a coluna e precisou colocar oito pinos para reparar os danos. A sorte, considera ter tido no socorro: 

— Sou muito grato. Caso não tivesse tido um atendimento eficaz e em pouco tempo, não sei o que teria acontecido. Tive sorte mesmo, fiz tudo que me instruíram e estou tendo uma boa recuperação. 

Ele deverá passar por 18 meses de tratamento intensivo de fisioterapia para voltar a caminhar. Por isso, o acesso do motoboy à sua casa precisa mudar: 

— Para conseguir entrar, terei de construir uma rampa, já que, com a cadeira (de rodas), não consigo passar pelo degraus. Além disso, a porta da minha casa está muito velha e é bastante estreita, precisamos trocar. Alguns amigos e conhecidos já se comprometeram em fazer a obra. O que precisamos é comprar os materiais. 

"Carinho"

Além da rampa, com preço estimado em R$ 350, Marcelo também precisa de uma cadeira de banho — já que o transporte entre a cadeira de rodas e o chuveiro é bem limitado e complicado. 

O equipamento custa cerca de R$ 200 e, quanto mais cedo for adquirido, melhor — o motoboy já está em casa e diariamente passa pela dificuldade. 

— Recebi demonstrações de carinho e solidariedade que nunca imaginei que ia ter a sorte de ter. Me dedico bastante para ajudar e apoiar amigos e colegas, ser uma boa pessoa. Percebi, agora, que recebemos isso de volta. É muito importante passar coisas boas ao próximo — conta o motoboy. 

Marcelo também recebeu diversas cestas básicas, e seus colegas de profissão têm organizado eventos para arrecadar doações. O motoboy explica que a união dos trabalhadores da categoria não é essencial só para a discussão de causas trabalhistas, mas também para momentos como este. Por enquanto, ele terá que focar todos os seus esforços nas sessões de fisioterapia. 

Local onde ficará a rampaFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

Falta de proteção no dia do acidente

Algo essencial a todos que andam de moto são os equipamentos de proteção. Além do capacete, fazer o uso de luvas, caneleiras, cotoveleiras e coletes é indispensável para diminuir o impacto durante possíveis acidentes. Marcelo percebeu da pior maneira a importância desse kit: 

— Sempre usei todo o equipamento de proteção. Neste único dia, como tinha poucas entregas, saí sem eles. Não tenho palavras para descrever o quanto são fundamentais. Nunca mais vou andar de moto sem isso e espero que muitos leiam a minha história e percebam que tive sorte. 

Saiba como ajudar 

— É possível fazer depósito bancário na Caixa Econômica Federal, agência 1592, operação 013 (poupança), conta 00007106- 9 em nome de Marcelo Felipe S. Corrêa. 

*Produção: Leticia Gomes

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