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Seu problema é nosso17/05/2018 | 09h43Atualizada em 17/05/2018 | 09h57

Escoamento ruim deixa rua debaixo d'água, em Pelotas

Como a via está em um nível mais baixo da cidade, dez minutos de chuvas já causam alagamentos

Escoamento ruim deixa rua debaixo d'água, em Pelotas Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Um dos alagamentos registrados por William, morador da Rua General Teles Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Há cerca de um ano, o cabeleireiro William Silva Oliveira, 29 anos, mudou- se para a Rua General Teles, no Centro de Pelotas, com o objetivo de encontrar um local tranquilo para viver e exercer seu trabalho. 

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Com o passar dos dias em seu novo lar, William deparou com o problema que incomoda os moradores da via — entre a Rua Barão de Santa Tecla e a Avenida Saldanha Marinho — há mais de dez anos. 

— Quando veio a primeira chuva, veio a primeira decepção — lamenta. 

O cabeleireiro conta que a rua fica intransitável em dias chuvosos. Como a via está em um nível mais baixo da cidade, dez minutos de chuvas já causam alagamentos. 

— É tanta água que as pessoas começaram a fazer barreiras nas portas — explica.

Transtornos 

O cabeleireiro avalia que os bueiros da via podem não ser suficientes para escoar a água da chuva. William relata que a maioria dos moradores do local, conscientes da possibilidade de inundações, descarta o lixo de maneira correta. Entretanto, como a água desce de outras vias, os resíduos vêm junto e entopem as bocas de lobo. Com intensas enxurradas, a cena assusta. 

O morador relata que, só com uma hora seguida de chuva, a água já pode chegar à altura da cintura das pessoas. 

— Não basta não conseguir acessar nossas casas. A gente também corre risco de pegar uma doença — conta.

Bueiros têm pouca vazão, na opinião do leitorFoto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG

A circulação de veículos piora a situação de quem reside na Rua General Teles. Com o trânsito, a água é impulsionada para dentro das casas. 

— É apavorante, nunca tinha visto isso antes. Fica um mar na frente da minha casa — lembra William. 

Moradores mais antigos da rua contaram ao cabeleireiro que a prefeitura justifica o problema afirmando que é um local baixo da cidade. William relata que tentou fazer um abaixo-assinado com os vizinhos, entretanto, o resultado foi desmotivante para ele: 

— As pessoas se acostumaram a viver assim. 

Prefeitura trabalha em melhorias 

O superintendente industrial do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep), Jonas Silveira, afirmou à reportagem que o local onde William reside registra, historicamente, acúmulo de água em dias de chuva intensa. 

Isso porque, antigamente, passava na região o canal Santa Bárbara, cujo leito foi deslocado durante a construção das vias próximas. A Casa de Bombas Olvebra, localizada na região, foi construída para fazer a drenagem da água na região e, assim, evitar alagamentos. 

O superintendente explicou que, na última chuva intensa registrada em Pelotas (102 milímetros em poucas horas), uma das bombas da Casa Olvebra estava em manutenção, o que prejudicou a drenagem naquela área. 

O Sanep está com um programa de revitalização das Casas de Bombas, que estão recebendo manutenção para permitir um maior escoamento da água das chuvas. Neste mês, as equipes estão trabalhando na Casa de Bombas Olvebra. 

A limpeza nas bocas de lobo também são constantes, segundo a prefeitura, assim como a retirada dos resíduos que se acumulam nas grades da Casa de Bombas e prejudicam o fluxo da água ao canal. 

*Produção: Eduarda Endler 

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