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Seu problema é nosso04/07/2018 | 09h30Atualizada em 04/07/2018 | 09h30

Paciente com má-formação congênita espera por consulta com dentista há três meses, em Cachoeirinha

Thayna nasceu com agenesia de corpo caloso, que se caracteriza pela ausência da estrutura do cérebro que conecta os hemisférios cerebrais direito e esquerdo

Paciente com má-formação congênita espera por consulta com dentista há três meses, em Cachoeirinha Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Dentes deteriorados representam risco à saúde de Thayna Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Thayna Silva Moreira, 27 anos, nasceu com agenesia de corpo caloso (ACC), uma má-formação congênita que se caracteriza pela ausência do corpo caloso ( estrutura do cérebro que conecta os hemisférios cerebrais direito e esquerdo).

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Desde pequena, ela e a mãe Marlene Mendes da Silva, 60 anos, enfrentam os desafios da vida, junto com o irmão Daniel, 34 anos, também é uma pessoa com deficiência (PCD). Desde abril, a família aguarda por consulta com cirurgião dentista bucomaxilofacial, pois a filha mais nova está com os dentes se deteriorando.

Segundo a mãe, consequência do uso de remédios e da dificuldade em higienizá- los, já que Thayna não abre a boca para Marlene escová- los. 

Cuidados 

Segundo a mãe, o procedimento precisa ser feito em um hospital, já que há a necessidade de anestesia geral para o profissional conseguir examinar os dentes de Thayna e realizar a cirurgia para remoção dos dentes. A mãe conta que Thayna passou pelo mesmo procedimento há alguns anos, quando seis dentes foram retirados. 

— Ela não fala, não caminha, mas a gente a vê sofrer. Ela nos agride quando sente dor. Os dentinhos já estão quebrados — relata Marlene.

Mãe em tempo integral, Marlene fica em casa com os filhos. O mais velho, Daniel, sofre de epilepsia e tem mais independência. Thayna, no entanto, precisa sempre de sua atenção. Mesmo com as dificuldades, a família não desanima e busca resolver os problemas. 

Com medo, a mãe não aceitou que a filha fizesse fisioterapia, já que os hospitais que ela contatou que ofereciam o tratamento pediam que Thayna participasse de tratamentos experimentais. 

— Amo eles. O amor faz com que a gente supere tudo. Graças a Deus, consigo, oro muito, Ele me ajuda. Estou sempre feliz com meus filhos — diz a mãe, emocionada. 

Família precisará ir até cidade vizinha 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) afirmou que o cadastro de Thayna estava pendente em razão de informações que precisavam ser repassadas por Cachoeirinha. Depois de os dados terem sido inseridos no sistema, agora a solicitação aguarda reavaliação do médico da Central Estadual de Regulação.

Entretanto, a secretaria não soube informar a data em que isso acontecerá. Já a prefeitura de Cachoeirinha afirmou que Marlene precisa cancelar o encaminhamento feito em Gravataí, cidade onde a família morava antes. 

Segundo o secretário de Saúde, Paulo Abrão, a mãe precisa ir até a cidade e dar baixa no pedido. Somente depois disso, ela conseguirá o encaminhamento pela prefeitura de Cachoeirinha. Paulo afirmou que a família foi avisada sobre o processo. No entanto, Marlene conta que nunca houve contato das prefeituras para orientar que ela precisa cancelar o pedido de Gravataí. 

A administração de Cachoeirinha também não explicou como a mãe de Thayna conseguiu o encaminhamento naquele município sem cancelar o pedido feito na cidade onde morava antes. 

*Produção: Eduarda Endler


 
 
 
 
 
 
 
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