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Seu problema é nosso10/09/2018 | 09h31Atualizada em 10/09/2018 | 09h31

Menino de Canoas precisa de ajuda para realizar cirurgia na Tailândia

Em 2014, Matheus Barros, hoje com sete anos, morador do bairro Mathias Velho, em Canoas, sofreu um afogamento que lhe causou paralisia cerebral

Menino de Canoas precisa de ajuda para realizar cirurgia na Tailândia Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Intervenção com células-tronco é a esperança da família Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

Em 2014, Matheus Barros, hoje com sete anos, morador do bairro Mathias Velho, em Canoas, sofreu um afogamento que lhe causou paralisia cerebral. Hoje, a família se mobiliza para arrecadar R$ 60 mil e pagar um tratamento com células-tronco para o menino na Tailândia. 

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— É uma batalha — diz a mãe de Matheus, a atendente Denise Barros, 38 anos. 

A esperança é que a intervenção traga uma melhora nas funções que foram afetadas pelo acidente. A cirurgia será feita no Hospital Beike, na capital tailandesa, Bangkok. 

Segundo o hospital, benefícios poderão ser percebidos na capacidade motora, na coordenação e na visão, além da força muscular, da deglutição e da fala. Porém, os resultados não são garantidos e variam entre os pacientes. Para Denise, porém, isso não importa. 

— Pelo Matheus, tudo vale a pena — afirma. 

Alternativa 

Em matéria publicada no Diário em 2016, Matheus aguardava por um tratamento gratuito nos Estados Unidos. Ficariam a cargo da família passagens e hospedagem durante os três meses de acompanhamento. 

— Conhecemos muita gente boa, o Matheus foi abraçado. Quase mil pessoas foram àquele galeto — conta a mãe. 

Após levantar os valores através da venda de cucas, de galetos e de brechós, parecia que, enfim, o menino teria acesso ao tratamento com células-tronco. Matheus havia passado por uma seleção e ficou entre os 135 selecionados. Mas teve uma pneumonia em agosto do mesmo ano e foi desclassificado para o estudo. 

Mas a família não esmoreceu. Por conta própria, procurou pela internet outras opções para conseguir o tratamento. E encontrou uma saída. A alternativa surgia no continente asiático. 

A família vendeu o carro e pretende se desfazer da própria casa, conta a mãe. Os familiares sempre apoiam muito. 

Acidente aconteceu em piscina

Matheus tinha três anos quando caiu em uma piscina e ficou desacordado. Com uma parte do cérebro afetada pela falta de oxigênio, ficou por 22 dias na UTI do Hospital da Ulbra, segundo a mãe. 

— Disseram que ele poderia ficar em estado vegetativo — conta Denise. 

No entanto, o quadro de Matheus melhorou, ele voltou a abrir os olhos — ainda que sua visão esteja comprometida — e, após 30 dias internado, retornou para casa. A mãe, à época da internação estava grávida de sete meses de Isabele, irmã do garoto (hoje com quatro anos) e deu à luz no mesmo hospital onde o menino se recuperava. 

Desde então, a família luta por Matheus, organizando eventos beneficentes e contando com o apoio da comunidade do bairro Mathias Velho. 

— Ele tá bem hoje com a ajuda de Deus e de todo mundo — diz a mãe. 

Saiba como ajudar

— Um galeto solidário acontecerá no dia 22 de setembro, às 20h, no CTG Raízes da Tradição (Rua Engenheiro Kindker, 991, bairro Harmonia), em Canoas. O valor é R$ 20. 

— A família aceita doações de roupas, brinquedos e livros, que serão utilizados em um brechó e um brique beneficentes. 

— Podem ser feitas, ainda, doações na Caixa, na conta 00010189-1, agência 3452, operação 013, em nome de Matheus Barros M Silva. 

*Produção: Ásafe Bueno

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