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Seu problema é nosso08/10/2018 | 09h43Atualizada em 08/10/2018 | 11h28

Cadeirante busca doações para comprar triciclo elétrico e poder ir à faculdade, em Porto Alegre

O triciclo elétrico, segundo Vanessa, facilitaria a jornada para ir até a UFRGS, poupando esforço e oferecendo um pouco mais de agilidade

Cadeirante busca doações para comprar triciclo elétrico e poder ir à faculdade, em Porto Alegre Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Aluna conquistou vaga na UFRGS Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

A estudante Vanessa Gomes, 28 anos, moradora do bairro Formoza, em Alvorada, sofre de mielomeningocele, uma doença na espinha dorsal que a tornou cadeirante. Ela organizou uma vaquinha online para comprar um triciclo elétrico, a fim de facilitar sua mobilidade.

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Vanessa precisa de até seis ônibus diários para poder ir e voltar ao Campus Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Capital, onde cursa Publicidade e Propaganda desde o início do ano.

Ônibus adaptados 

Após obter a vaga via Sistema de Seleção Unificada (SiSU), a alegria de entrar na universidade deu lugar a uma complicada rotina para poder estudar. Ela explica que, além da falta de acessibilidade nas ruas da cidade e do baixo número de ônibus adaptados para cadeirantes, o deslocamento leva muito tempo e é cansativo. 

— Me prejudico muito. Na maioria das vezes que chego na faculdade, tem carro na frente das rampas. Fora que fico mais em transporte público do que em aula. Tenho que pegar três ônibus para ir e três para voltar — conta.

O triciclo elétrico, segundo Vanessa, facilitaria a jornada para ir até a UFRGS, poupando esforço e oferecendo um pouco mais de agilidade. No entanto, o equipamento custa cerca de R$ 12,5 mil, valor com o qual ela e sua família não conseguem arcar sozinhos. 

As dificuldades para transporte culminaram na desistência de Vanessa de algumas disciplinas, logo em seu primeiro semestre. Ela relata que, ainda que os professores sejam flexíveis em relação aos horários — já que não é sempre que há ônibus com elevadores para cadeirantes, o que causa atrasos —, sua rotina pode ser alterada por outros fatores. Um deles é a chuva, o que inviabiliza sua locomoção de uma parada até outra. 

Tentativas de morar na Capital

Após contatar a UFRGS, a possibilidade de moradia estudantil gratuita na CEU (Casa do Estudante Universitário), na Avenida João Pessoa, na Capital, foi descartada devido à falta de rampas para acesso ao prédio. 

Outra possibilidade levantada pela UFRGS foi a de que Vanessa entrasse com processo judicial, solicitando auxílio para aluguel de uma moradia perto da faculdade. O auxílio para este fim não cobre a despesa total de um aluguel nos bairros próximos. E a estudante avaliou que o trâmite poderia atrasar ainda mais sua vida acadêmica: 

— Eu imaginei que iria demorar muito. Então, pensei: "Vou dar outro jeito". 

A vaquinha online foi a opção escolhida. Vanessa explica que a causa mobilizou o Diretório Acadêmico da Comunicação (Dacom), além de pessoas de Alvorada, que passaram a divulgar a ação nas redes sociais. Até o momento, já foram arrecadados R$ 3,7 mil. 

Saiba como ajudar

— Doe através da vaquinha online criada por Vanessa.
— Clique no botão verde onde se lê "Contribua".
— Faça um pequeno cadastro e escolha a forma de pagamento.
— Clique em "Contribuir", ao final do cadastro. 

*Produção: Ásafe Bueno

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