Cris Silva e o conselho de mãe: "Hoje não deu, mas amanhã vai dar" - Notícias

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Lá em Casa23/11/2018 | 08h00Atualizada em 23/11/2018 | 08h00

Cris Silva e o conselho de mãe: "Hoje não deu, mas amanhã vai dar"

Colunista fala sobre maternidade e crianças no Diário Gaúcho nas sextas-feiras

Cris Silva e o conselho de mãe: "Hoje não deu, mas amanhã vai dar" Arte DG/
Foto: Arte DG

“Hoje não deu, mas amanhã vai dar”. Essa foi a frase que minha mãe me disse depois do meu desabafo sobre um dia corrido, cheio de compromissos e com pouco tempo para o meu filho. Achei que deveria dividir esse momento aqui na coluna porque tenho certeza de que outras mães e pais vão se identificar. 

Silêncio na chegada

Não são todas as pessoas que podem acompanhar de perto a criação dos filhos. Eu não consigo nem posso. Preciso trabalhar com o que me faz feliz para me sentir realizada. Acho importante que o Matheus, que tem apenas nove meses, comece a entender que é preciso fazer o que a gente gosta. 

Mas tem dias mais pesados do que outros. Na terça-feira passada, saí de casa às 8h, depois de um beijo e de um abraço no Teteu. Trabalhei até meio-dia, fui para uma gravação que durou até as 17h e, de lá, corri para outro compromisso. Resumindo, cheguei em casa depois das 20h.

Quando entrei, já notei o silêncio. Ninguém no carrinho, engatinhando ou no colo da Eli, a melhor babá do mundo.

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Mais qualidade no tempo juntos

Por mais que eu quisesse voar sobre os carros, não cheguei a tempo de dar a janta, o banho, fazer a oração e fazer o Teteu dormir. Eu desabei. Chorei por não conseguir dar boa noite e um beijinho. Culpa? Acho que sim. Enxuguei as lágrimas, dei um beijo nele e liguei para a minha mãe: 

– Mãe, não consegui voltar em tempo de ficar com o Matheus. Acho que estou pegando pesado com ele, tô me sentindo tão culpada. 

A minha mãe, que sempre trabalhou, me acalmou. Com todo carinho, me disse: 

– Hoje não deu, mas amanhã vai dar. Não pensa na quantidade, mas na qualidade do tempo quando vocês estiverem juntos. 

Pimba! Duas fichas caíram ao mesmo tempo. Primeira: a gente só consegue entender nossa mãe quando temos filhos. Segunda: não é sobre “ficar com”, mas “estar com”. 

No dia em que escrevi essa coluna, consegui chegar cedo em casa, tirei a roupa do trabalho, coloquei bermuda, camiseta e chinelo e fomos para a pracinha. Hoje deu. Eternizei esse momento com a foto abaixo.

Depois de um dia longe da mamãe, Teteu aproveitou a pracinhaFoto: Arquivo Pessoal

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