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Seu problema é nosso01/11/2018 | 09h40

Sofrendo com constantes quedas de luz, moradores pedem nova rede elétrica para rua na zona sul da Capital

Hoje, a energia da Rua Cinco Mil, Cento e Setenta e Três é ligada na rede da Rua Atílio Superti, e isso vem causando problemas como quedas de luz e faíscas na fiação

Sofrendo com constantes quedas de luz, moradores pedem nova rede elétrica para rua na zona sul da Capital Arquivo Pessoal / Leitor/DG/Leitor/DG
Rede elétrica da via (foto) é ligada à Rua Atílio Superti Foto: Arquivo Pessoal / Leitor/DG / Leitor/DG

A família do rodoviário aposentado Amilcar José Ribeiro da Costa, 71 anos, vive há mais de cinco décadas próximo à Rua Atílio Superti, no bairro Vila Nova, zona sul da Capital. Pelo menos nos últimos dez anos, os moradores têm tentado junto à CEEE a instalação de uma rede elétrica própria para a via onde moram, atualmente chamada de Rua Cinco Mil, Cento e Setenta e Três — já está em processo de homologação na prefeitura a alteração do nome. 

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Hoje, a energia é ligada na rede da Atílio Superti, e isso vem causando problemas, conta Amilcar: 

— A fiação sobrecarrega, acredito eu, por não ter um transformador próprio na nossa rua. Por várias vezes, os fios soltam faíscas ou até pegam fogo. 

O projeto de lei aprovado em outubro de 2016 pela Câmara de Vereadores indica que a rua será chamada de Nadyr Silveira Costa. O nome é do pai de Amilcar, que, em 1959, chegou com a família (esposa e cinco filhos) no local, onde hoje vive o rodoviário aposentado. 

Com o passar do tempo, o terreno foi dividido. Agora, segundo Amilcar, cerca de 12 famílias vivem lá. Cada residência tem seu próprio relógio de luz, garante o morador. 

Reclamações 

Além de protocolo registrado na CEEE pedindo novas fiações e uma rede própria no local, Amilcar já procurou o Diário Gaúcho em outras ocasiões. Nas edições de 12 de julho e de 8 de outubro deste ano, a situação foi publicada na seção Pede-se Providência. 

Nas duas ocasiões, a distribuidora de energia respondeu ao jornal. A companhia afirmou ter feito medições de tensão da rede na região e não ter encontrado anormalidades. Entretanto, foram ações pontuais, e o morador garante que o problema segue. 

— Gostaríamos de ter uma resposta mais concreta. Não estou inventando nada, só temos medo de algum incêndio atingir a fiação e estamos cansados dessas constantes quedas de luz. Precisamos que a CEEE nos explique o que pode ser feito aqui. Pagamos nossos impostos corretamente e queremos que essas taxas retornem para nós na forma de serviços públicos de qualidade — desabafa Amilcar.

CEEE está fazendo estudo na região 

Procurada, a CEEE explicou estar fazendo "um estudo detalhado e criterioso desde a última reclamação do cliente, no início de outubro". Uma das etapas é a medição contínua do nível de tensão na região. Isso foi feito a partir da instalação de um registrador eletrônico. 

A companhia também está inspecionando o sistema de distribuição, fiscalizando a existência de equipamentos especiais ligados diretamente à rede de maneira inadequada, "tais como máquinas de solda ou motores elétricos de alta potência". 

Segundo a CEEE, a análise leva em torno de 30 dias, e o resultado deverá sair até 10 de novembro. Após a conclusão do estudo, a companhia poderá traçar ações para buscar soluções para o problema. 

A concessionária de energia orienta ainda que clientes que estiverem passando por situação parecida entrem em contato com a companhia pelo site da CEEE, nas agências presenciais (os endereços podem ser conferidos no site) ou pelo telefone 0800-721-2333.

*Produção: Alberi Neto

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