Avenida Gildo de Freitas, em Viamão, tem obra de pavimentação deixada pela metade - Notícias

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Seu Problema é Nosso03/04/2019 | 09h25Atualizada em 04/04/2019 | 09h25

Avenida Gildo de Freitas, em Viamão, tem obra de pavimentação deixada pela metade

Uma das avenidas mais movimentadas do bairro Querência está com desnível na pista. A demora para a entrega da obra já foi mostrada em março de 2017 

Avenida Gildo de Freitas, em Viamão, tem obra de pavimentação deixada pela metade Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Aplicação da cobertura não foi finalizada Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A colocação de asfalto na Avenida Gildo de Freitas, no bairro Querência, em Viamão, prevista para 2014, parece interminável para moradores da região. Com diversas pausas ao longo do período, agora, o problema é o atraso na finalização do asfalto. 

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A demora da obra foi mostrada na edição de 29 de março de 2017. À época, um dos líderes comunitários do bairro contou que a via foi contemplada pelo Orçamento Participativo (OP) em 2010. Contudo, a prefeitura alegou que não havia previsão para término da pavimentação, pois verbas do Estado, por meio da Metroplan, não tinham sido repassadas. Depois da reportagem, há dois anos, o projeto teve andamento, mas parou novamente. O asfalto só começou a ser aplicado entre o final de 2018 e o início de 2019. 

Buracos 

— Foi feita uma manta asfáltica, e esperávamos o retorno para a colocação do tão esperado asfalto. Para surpresa dos moradores, quando a equipe voltou, fez apenas uma faixa das quatro existentes, deixando o resto do projeto inacabado. Mais uma vez, sumiram todos da empreiteira — relata o atendente de livraria Tagli Vila-Nova, 26 anos, morador do bairro. 

Ele explica que, além do desnível deixado na pista, a primeira camada de pavimentação está se deteriorando. 

— Está cheia de buracos e cada vez mais perigoso para pedestres e motociclistas que trafegam pela avenida. É frustrante, pois é um problema de anos e nunca foi resolvido —lamenta o atendente. 

Atual primeiro secretário e ex-presidente da Associação Comunitária Vila Querência (Ascoque), o advogado Valério Santa Helena Cordeiro, 52 anos, conta que a associação sempre cobrou a prefeitura pela continuação da obra. 

— Estamos no mandato do terceiro prefeito desde que começou o trabalho. Existem diversas divergências em relação aos repasses entre o município e a empreiteira — explica o advogado. 

Ontem pela manhã, ele esteve na prefeitura para reunião sobre a retomada da obra. Contudo, Valério afirma que a prefeitura não tinha posicionamento sobre a situação.

 VIAMÃO, RS, BRASIL - 23-03-2017 - Comunidade ganhou asfalto pelo OP, mas projeto nunca saiu do papel. (FOTO: RONALDO BERNARDI/AGÊNCIA RBS)
Estado da avenida estava em 2017, quando a reportagem mostrou o problema pela primeira vezFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Transtorno

A não conclusão da obra também afetou a vida da garçonete Jaqueline Silvestre Ávila, 34 anos. Em 2016, seu filho Mateus, na época com nove anos, caiu em uma boca de lobo que está ligada a pavimentação. O buraco, segundo Jaqueline, tinha cerca um metro de altura. 

— Eu pedi para ele andar pela calçada e ele não viu o bueiro, que estava totalmente aberto. Tive que me ajoelhar para tirá-lo. Ele se machucou bastante e até entrei na justiça contra a prefeitura. Mas não ganhamos — relembra o susto. 

Além do acidente com o filho, Jaqueline ainda relata que, por causa da via esburacada, teve a suspensão do carro quebrada.  

Prefeitura e Estado divergem 

A prefeitura de Viamão confirmou que a obra de pavimentação asfáltica da Gildo de Freitas tem recursos advindos de um convênio do município e do governo do Estado, através da Consulta Popular. Segundo a administração municipal, 85% dos recursos são do Estado e 15%, da prefeitura. A interrupção no trabalho ocorreu devido ao recesso de final de ano, com retorno em 17 de janeiro, alega. 

Neste momento, conforme a gestão do município, a obra está suspensa desde 15 de fevereiro em razão da falta de recursos repassados pelo Estado. Não há previsão de término. A obra tem custo avaliado em mais de R$ 1,6 milhão. 

Atrasos 

Procurado pela reportagem, o chefe do Departamento de Obras da Metroplan, Paulo Capoani, afirmou que a prefeitura de Viamão não cumpre com o cronograma de obras e, por isso, não são feitos os repasses. 

— Não há falta de verba. A Metroplan direciona os valores e libera para as prefeituras, desde que cumpram com a documentação. Conforme a obra evolui, de acordo com o cronograma, são liberados os repasses — explica Capoani. 

Produção: Caroline Tidra

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