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Seu Problema é Nosso31/05/2019 | 09h52Atualizada em 31/05/2019 | 09h53

Falta de medicamento preocupa pacientes transplantados

O tratamento com a substância everolimo previne a rejeição de órgãos em receptores de transplante. Conforme a SES, a previsão é de que o fornecedor entregue o medicamento ainda hoje

Falta de medicamento preocupa pacientes transplantados Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Medicamento custa mais de R$ 2 mil Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Entre as amigas Noemi Santana Cene, 68 anos, de Porto Alegre, e Irene Brunath da Costa, 64 anos, de Canoas, a preocupação é compartilhada. Ambas são transplantadas de fígado e, nos últimos dias, sofrem com a falta do medicamento everolimo — que previne a rejeição de órgãos em pacientes adultos receptores de transplante. 

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Há cerca de 15 dias, ao ir até a Farmácia do Estado, em Canoas, Irene recebeu a informação, dos funcionários, de que o remédio está indisponível e que não haveria previsão da chegada de novos lotes. Aflita com o problema, ligou para Noemi para relatar a falta. Dias depois, na quarta-feira passada, ao se dirigir à Farmácia de Medicamentos Especiais, na Capital, Noemi recebeu a mesma informação. 

Desde que passaram pelo transplante, as duas utilizam diariamente os medicamentos. Com a falta, nas ligações trocadas entre elas, a tristeza é a mesma. 

Segundo Irene, que procurou o medicamento para comprar, a caixa custa cerca de R$ 2 mil, e a necessidade é de uma caixa e meia por mês. Até agora, o único sintoma que teve, com mais de uma semana sem tratamento, foi dor de cabeça. 

Irene (E) e Noemi se conheceram no hospital enquanto aguardavam o transplanteFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

União 

A história das duas pacientes se cruzou no quarto do hospital, quando aguardavam pelo transplante, feito em função de insuficiência hepática. 

Noemi é pensionista e mora no bairro Partenon com os filhos, sendo um deles portador de deficiência e dependente dela. Já Irene, que é cozinheira aposentada, reside no bairro Harmonia, em Canoas, com a mãe, de 87 anos, que também precisa de sua atenção diária. 

As duas cirurgias ocorreram em junho de 2017. Segundo Noemi, caso não recebesse o órgão, sobreviveria por apenas seis meses: 

— Demorou tanto a virem os medicamentos para tratar a hepatite que logo fui chamada para o transplante, por causa do meu estado — relembra a idosa. 

— Moramos 30 dias juntas naquele quarto e mantivemos contato depois. Nós combinamos de rezar todos os dias juntas e criamos esse vínculo. Mas ainda não nos visitamos em casa — conta Irene. 

Previsão de chegada hoje 

A Secretaria de Saúde do Estado (SES) afirma que aquisição do medicamento everolimo 0,75 mg e 1 mg é de responsabilidade do Ministério da Saúde (MS)

Conforme a SES, a previsão do MS é de que o fornecedor entregue o medicamento ainda nesta sexta-feira no Estado. A distribuição do remédio pelas farmácias será imediata após o recebimento no depósito, que fica em Porto Alegre

Produção: Caroline Tidra

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