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Seu Problema é Nosso02/05/2019 | 09h45Atualizada em 02/05/2019 | 10h55

Há três meses, moradora de Cachoeirinha é afetada pela falta de medicamento

Sueli dos Reis D'Avila, 66 anos, precisa de medicação para tratar a hipertensão arterial pulmonar. O tratamento é prejudicado pela suspensão da substância e pode levar a piora do quadro clínico

Há três meses, moradora de Cachoeirinha é afetada pela falta de medicamento Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Sueli precisa tratar hipertensão arterial pulmonar Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Há três meses, a dona de casa Sueli dos Reis D’Avila, 66 anos, sofre com a falta do medicamento sildenafila na rede municipal de Cachoeirinha. A moradora do bairro Ponta Porã precisa da substância para tratar a hipertensão arterial pulmonar. 

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— Está sendo difícil. É uma medicação muito cara. Quando não tomo, fico sem respirar direito. O medicamento ajuda bastante. A gente só espera — relata ela. 

A hipertensão arterial pulmonar é causada por alterações na circulação de sangue pelas artérias e veias pulmonares. Piorando com o tempo, cansaço é o principal sintoma da enfermidade. Sem tratamento adequado, pode até matar. 

Segundo laudo médico, que cita definição da Organização Mundial da Saúde, a doença tem quatro níveis de gravidade. O caso de Sueli é de grau 3. O medicamento pode melhorar a qualidade de vida da dona de casa e diminuir a falta de ar que sente. 

Recomendação médica traz consequências da suspensão do medicamentoFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Gastos 

Filha de Sueli, a agente de viagens Cintia D’Avila, 39 anos, explica que a família é obrigada a comprar os comprimidos. Ao total, para cobrir as despesas das 250 unidades mensais utilizadas pela dona de casa, são necessários R$ 750: 

— A gente divide entre as irmãs. Às vezes, conseguimos alguma doação, mas não é fácil. Ela acaba tomando menos para economizar, mesmo a gente dizendo para não fazê-lo. 

A suspensão brusca desta medicação pode levar à piora do quadro de Sueli e, até mesmo, causar sua morte por insuficiência cardíaca, segundo laudo médico. A agente de viagens explica que, ao procurar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), não obteve qualquer explicação para a falta do medicamento. 

— Eles não falam nada. Simplesmente dizem pra gente ficar acompanhando no site e verificar se tem no estoque. E só — afirma Cintia. 

Estado, que fornece remédio, não fala 

Procurada pela reportagem, a SMS disse que o medicamento é de responsabilidade do Estado. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) foi questionada sobre o porquê da falta da medicação, se houve problemas de distribuição e se havia previsão de normalização. No entanto, não houve manifestação da SES até o fim da tarde de terça-feira. 

Produção: Ásafe Bueno

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