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Seu Problema é Nosso18/11/2019 | 10h46Atualizada em 18/11/2019 | 10h46

Jovem que sonha em ser oradora na formatura faz vaquinha para pagar cirurgia 

Estudante da UFRGS, Maria Eduarda Marcolino, de 21 anos, precisar arrecadar R$ 12 mil para realização do procedimento 

Jovem que sonha em ser oradora na formatura faz vaquinha para pagar cirurgia  Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Na infância e na juventude Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Falar em público, em um auditório, não é tarefa fácil, mas é o sonho da estudante de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Maria Eduarda Marcolino, 21 anos, do bairro Cascata, na Capital. Duda, como é conhecida, quer ser a oradora da turma quando se formar. Mas, para que o sonho seja perfeito, ela busca apoio para a realização de uma cirurgia que poderá reparar a sua voz. 

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Duda nasceu com lábio leporino e palato fendido – más-formações congênitas que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião – e, devido ao problema, tem a voz anasalada. Segundo a jovem, por causa da voz fanha, já sofreu bullying em ambiente escolar. 

— Minha primeira cirurgia foi quando eu tinha dois meses e, depois dessa, já perdi as contas de quantas fiz. Também foram vários procedimentos relacionados ao meu nariz. Mas minha voz sempre me incomodou. Em questão de autoestima, acho que é a mais importante para mim — conta a jovem. 

Para a realização da faringoplastia que, conta Duda, consiste em fechar um “buraquinho” que a deixa fanha, ela precisa de R$ 12 mil. Com a ajuda de uma prima, a estudante fez uma vaquinha online e já conseguiu R$ 8.595, cerca de 70% do valor total – as doações podem ser feitas até o final de dezembro. 

— Não pensei que a vaquinha iria dar tão certo. Estou tão perto do meu sonho que fico muito ansiosa. É surpreendente ver que ainda há pessoas dispostas a ajudar, mesmo com tantas coisas ruins que acontecem — reflete. 

Rifas e ajuda 

Segundo a jovem, foi o médico que a acompanha desde a infância que, há 10 anos, sugeriu a cirurgia. Ela nunca esqueceu dessa possibilidade. 

— Eu nem sabia que existia um procedimento para corrigir a voz fanha, mas existe. O plano da minha mãe não cobre cirurgias. Em todas as operações, tivemos que batalhar muito para pagar. Fazíamos rifas, recebíamos ajuda de familiares e de amigos — conta a estudante. 

A previsão da cirurgia de Duda é para janeiro do ano que vem, na Santa Casa. Segundo a jovem, em seis meses, ela estará completamente recuperada: 

— Não vou ficar com uma voz mais grave, mas, com certeza, a cirurgia vai ajudar muito. As pessoas irão compreender melhor o que eu falo e poderei falar em público sem nenhum problema. É um desejo que está perto de se concretizar. 

Universidade fez antiga vontade voltar 

Durante a infância e a adolescência na escola, Duda relata que comentários preconceituoso não a afetavam: 

— Mesmo com todos os percalços, tive uma infância feliz e regada de amor pela minha família. Sobre preconceito, demorei anos para realmente ter amigos que me aceitassem do jeito que sou. Mas minha família sempre estava ali nos momentos de tristeza e alegria e, por isso, eu não me importava com opiniões alheias. 

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Família sempre deu apoioFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

No Ensino Médio, a jovem já tinha vontade de ser oradora mas, por causa da voz, não pôde realizar o desejo. Em 2017, a vida mudou após a aprovação na UFRGS, e a esperança de ser oradora voltou: 

— A formatura vai significar muito para mim, tanto por essa chance de ser oradora como por todo esforço dos meu pais em batalhar para eu estudar. Na universidade, os colegas me acolheram muito bem e fiz amigos incríveis. Comecei a me sentir presente, é bem diferente do que eu sentia na época na escola. 

COMO AUXILIAR 

/// É possível contribuir com Duda por meio da conta corrente de sua mãe, na Caixa Econômica Federal, no nome de Silvia Regina Viega Marcolino, agência 3344, conta 001 00020107-0. 

/// Doe pela vaquinha online

 Produção: Caroline Tidra

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