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Seu Problema é Nosso09/01/2020 | 09h00Atualizada em 11/01/2020 | 11h13

Diversão é ameaçada há mais de um ano em pracinha da  Zona Sul da Capital

Ambiente que é frequentado por crianças e jovens do bairro Camaquã traz insegurança para a comunidade

Diversão é ameaçada há mais de um ano em pracinha da  Zona Sul da Capital André Ávila/Agencia RBS
Crianças usam os brinquedos, mesmo quebrados Foto: André Ávila / Agencia RBS

Desde 2018, brincar se tornou um risco para muitas crianças do bairro Camaquã, na zona sul da Capital. Isso porque, há quase dois anos, a maioria dos brinquedos da pracinha localizada na Rua Professor Doutor João Pitta Pinheiro Filho, na altura do número 701, estão quebrados, trazendo insegurança aos pais da comunidade. 

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Diante do problema, em maio de 2018, o mecânico de manutenção industrial aposentado Jair Gilberto dos Santos Machado, 68 anos, reclamou junto à prefeitura. Dias depois, seu protocolo foi respondido pela, na época, Secretaria Municipal de Meio Ambiente — hoje Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams). O órgão informou que estava em curso o processo de contratação de uma empresa terceirizada para realizar o serviço solicitado. 

Contudo, mais de um ano se passou, e a situação permanece a mesma. 

— É frustrante ver um equipamento público, com lazer para a criançada e a comunidade, levar tanto tempo para receber uma resposta dos órgãos públicos. Isso é um serviço simples, não deve ser um gasto absurdo. Mas ainda não houve nenhum reparo — desabafa o morador. 

Insegurança 

Jair, que reside quase em frente à praça, preocupa-se ao perceber que, apesar das más condições, as crianças do bairro continuam utilizando os brinquedos do local — segundo ele, o único ponto de lazer da região: 

— É uma insegurança, porque se penduram nos balanços quebrados e levantam o escorregador, que está caído no chão. Enquanto um segura, outro desce. Daqui a pouco, alguém pode se machucar. 

Sem nunca ter recebido atendimento para sua solicitação, Jair continuou insistindo junto à prefeitura, por meio do telefone 156. Porém, afirma que a resposta obtida foi sempre a mesma: “Uma empresa está sendo contratada”. 

 PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - 2020.01.03 - Praça da comunidade do bairro Camaquã está com brinquedos quebrados desde 2018. O morador abriu um protocolo com a prefeitura, que informou, em maio de 2018, que estava contratando uma terceirizada para esse tipo de serviço. Até agora, nada foi feito. Na foto: Jair Santos. (Foto: ANDRÉ  Ávila/ Agência RBS)Indexador: Andre Avila<!-- NICAID(14379566) -->
Jair preocupa-se com a insegurança do localFoto: André Ávila / Agencia RBS

Frustrado com a demora, o aposentado espera, um dia, ver a praça em condições de ser utilizada pelos moradores, com segurança: 

— É importante ter um espaço que as pessoas possam ocupar com qualidade. Se tivesse tudo direitinho, seria uma integração para nossa comunidade, até para irmos tomar um chimarrão. 

Promessa de conserto até março 

A Smams, que respondeu o protocolo aberto por Jair, informou que, desde 2018, “a manutenção das praças está sob ingerência da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), incluindo desde o corte de grama até a conservação dos brinquedos”. 

Contatada pela reportagem, a SMSUrb informou que a Unidade de Manutenção e Conservação de Praças (UCM) já esteve no local, realizando uma vistoria, e fará a manutenção dos equipamentos. De acordo com a pasta, os brinquedos que estiverem em boas condições serão pintados, ainda esta semana, e os aqueles que estão danificados serão reinstalados até o final do mês de março. 

Questionadas sobre o motivo da demora e se foi contratada empresa terceirizada para realizar este tipo de serviço, conforme informado ao morador, nenhuma das pastas se manifestou. 

Produção: Camila Bengo 

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