Opinião Produtora deve assumir organização do Carnaval de Rua de 2020 de Porto Alegre - Notícias

Versão mobile

 
 

Folia24/01/2020 | 20h41Atualizada em 24/01/2020 | 20h41

Opinião Produtora deve assumir organização do Carnaval de Rua de 2020 de Porto Alegre

Após fracasso de pregão, evento deve ocorrer em menos datas por meio de contratação emergencial

Uma reunião na segunda-feira (27), às 11h, na Secretaria de Cultura, deverá selar a contratação da Opinião Produtora como a organizadora do Carnaval de Rua de 2020 de Porto Alegre. Na terça-feira passada (21), a 11 dias da previsão de saída dos primeiros blocos, o pregão eletrônico para definir as empresas responsáveis pelo evento terminou sem interessados. Durante a disputa, foram feitas e logo retiradas apenas duas ofertas com valor abaixo do mínimo previsto no edital, de R$ 51.561,11.

Leia outras notícias do Diário Gaúcho

Desde então, a Secretaria de Cultura buscava duas autorizações junto à Procuradoria-Geral do Município (PGM): uma para buscar uma contratação emergencial, dado o pouco tempo até o evento, e outra para negociar a flexibilização dos encargos previstos no edital, vistos como inviáveis pelas produtoras. A segunda permissão veio apenas na tarde desta sexta-feira (24).

— Até então, eu vinha conversando com diferentes produtoras se elas teriam interesse e capacidade financeira para organizar o Carnaval. Mas não podia assegurar oficialmente que o evento aconteceria. Agora, com margem para negociar, estou aliviado — declarou o secretário de Cultura, Luciano Alabarse.

Segundo o secretário, de quatro produtoras sondadas, a Opinião foi a única que manifestou interesse. Em 2019, ela participou da organização ao lado da Grupo Austral e da Impacto Vento Norte, que vencera a licitação. Segundo a prefeitura, 200 mil pessoas participaram do evento daquele ano, que contou com estrutura como banheiros químicos, segurança da Guarda Municipal e sonorização de qualidade.

Leia também
Após três anos sem verbas públicas, escolas de samba receberão repasses da prefeitura
Como estão os trabalhos no Porto Seco a menos de dois meses do Carnaval
Como será a infraestrutura do Porto Seco para o Carnaval 2020

No entanto, passa pelo acordo entre prefeitura e produtora um enxugamento da edição de 2020, sobretudo em relação às datas. O edital previa que os 24 blocos desfilassem aos finais de semana entre 1º de fevereiro e 8 de março. A produtora propõe que os mesmos blocos se dividam apenas em oito datas: os quatro dias do Carnaval (22 a 25 de fevereiro), o final de semana anterior (15 e 16 de fevereiro) e o posterior ao feriado (29 de fevereiro e 1º de março). Além desses, seriam organizados oito carnavais descentralizados, em bairros da cidade, em vez dos 12 previstos no edital.

Conforme Claudio Favero, da Opinião Produtora, somados os R$ 3 mil destinados a cada bloco aos demais encargos de infraestrutura, o custo estimado do Carnaval de Rua oscila em torno de R$ 1 milhão. Para não sair no prejuízo, podem obter patrocínios em espaços publicitários e comercializar bebidas e comidas. O desafio é encontrar margem para reduzir esse valor.

— Problema é que as empresas patrocinadoras começam a pensar em Carnaval pelo menos seis meses antes. A poucos dias do evento, quanto mais conseguirmos baixar custo, maior a chance de obtermos um patrocinador de última hora— declara Favero.

Alabarse reconhece que o edital da prefeitura saiu muito perto do evento, o que pode ter afastado interessados:

— Infelizmente, a documentação precisa passar por uma série de setores da prefeitura e não temos ingerência sobre o tempo de cada um deles. Mas o importante é que não desistimos.

Os circuitos centralizados serão na Cidade Baixa (entre a Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto e a Praça Garibaldi, não mais nas ruas internas do bairro), no Centro Histórico (com concentração na Praça da Matriz) e no trecho revitalizado da Orla.
 

 
 
 
 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros