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Seu Problema é Nosso12/03/2020 | 09h49Atualizada em 12/03/2020 | 09h49

Outra vez, alunos de Gravataí ficam sem transporte escolar

A Seduc justificou o atraso da licitação da empresa de transporte por causa de greve 

A falta de transporte escolar já não é mais uma novidade para os alunos da Escola Estadual Emília Viegas da Rocha, em Gravataí. A cada início de semestre, o problema que prejudica a ida e a volta dos alunos entre casa e escola é uma preocupação para pais e responsáveis. 

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No ano passado, na edição de 17 de junho, o Diário Gaúcho mostrou que os estudantes enfrentavam a falta do serviço havia meses. À época, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) garantiu que o transporte especializado estaria atuando normalmente em até 20 dias, pois foi elaborada uma nova licitação, com a mesma transportadora. Contudo, no início do ano letivo de 2020, a condução parou novamente. 

— Os contratos com as empresas de transporte duram apenas seis meses. Na metade ou no início do ano, já não têm mais validade. Sem ônibus, tenho que levar minhas duas filhas de moto até a escola, uma pela manhã, outra à tarde — relata o pai de duas estudantes, Maurício Zauza Oliveira, 35 anos, que trabalha com produção industrial. 

Transferência 

Maurício mora no Parque Itacolomi, próximo à Parada 80, que fica a cerca de oito quilômetros da escola, na Parada 92 da RS-020. Desta forma, para levar as filhas, alunas do sétimo ano do ensino fundamental e do segundo ano do ensino médio, ele percorre 64 quilômetros por dia. 

— É uma rotina muito complicada, por causa do meu trabalho. Tenho que sair para levar e buscar. Por isso, decidi transferir a mais nova para uma escola mais perto de casa — lamenta o pai das meninas. 

Além dos gastos, que, segundo Maurício, nem têm sido contabilizados, ele lamenta que o atraso para a volta do serviço interfira no aprendizado das filhas. 

— Passamos por todo o período de férias, tempo que poderia ter sido usado para a realização da nova contratação para que, no início das aulas, já estivesse tudo acertado. É uma pena — conclui o pai. 

Atraso da licitação por causa de greve 

A Seduc afirma que, em razão da “greve ocorrida entre o final do ano passado e o início de 2020, a homologação de turmas da Escola Estadual Emília Viegas da Rocha, de Gravataí, acabou atrasada em relação ao restante da rede”. Segundo a secretaria, esse atraso na homologação interfere no “processo de contratação da empresa responsável pelo transporte, pois o trâmite necessita do controle exato do cadastro dos estudantes matriculados”. 

A Seduc não informou a data exata da normalização do serviço, afirmando apenas que será restabelecido nos próximos dias. 

Em contato com a direção da Escola Emília Viegas da Rocha, a secretaria informou que, atualmente, do total de alunos que precisa do transporte, 108 estudantes contam com o serviço e 280 aguardam o processo de licitação da empresa ser liberado. 

Produção: Caroline Tidra

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