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Seu Problema é Nosso02/03/2020 | 11h46Atualizada em 02/03/2020 | 11h46

Vitão busca apoio para lutar em tatames europeus

Judoca conquistou uma vaga para representar o Brasil em competição na cidade de Teplice, na República Checa

Vitão busca apoio para lutar em tatames europeus Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Um colecionador de medalhas Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A cada luta, o judoca Vitor da Silva Fagundes, 14 anos, morador do bairro Fátima, em Canoas, dá mais passos em direção à realização de seu maior sonho: chegar aos Jogos Olímpicos. O caminho é longo. Mas, em menos de um mês, Vitão – como é conhecido – poderá passar por uma importante etapa desta caminhada. 

Devido ao ótimo desempenho no Campeonato Brasileiro de Judô Interclubes Sub-18 (Meeting Nacional), ele conquistou uma vaga para representar o Brasil em competição na cidade de Teplice, na República Checa – país da região central da Europa. Chamado de Estágio Internacional, o evento deve ocorrer de 29 de março a 8 de abril e soma pontos ao ranking nacional, que define, por exemplo, quais atletas participarão do Mundial de Judô, em agosto. 

Contudo, o maior desafio do guri está fora dos limites do tatame: arcar com os custos da viagem e de adesão ao programa. Para isso, a família criou uma vaquinha.

– É muito difícil conseguir ir pra lá. Não falo pelo dinheiro, mas por se classificar. Essa parte eu consegui e, por isso, estou muito feliz – celebra o judoca.

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Segundo a mãe, a manicure Letícia Silva da Silva, 34 anos, é a determinação de Vitor que a motiva a também lutar para que as dificuldades financeiras não sejam um impeditivo na carreira do filho. 

– A dedicação e força dele me motivam. Ele estuda pela manhã e treina todos os dias, de segunda a sexta-feira, até as 22h – orgulha-se a mãe, que não mede esforços quando o assunto é o filhão. 

Ajuda

Sem condições financeiras para bancar a maioria dos campeonatos dos quais Vitor participa, já é costume recorrer à solidariedade de amigos e familiares. O exemplo disso são os custos com o transporte da residência da família, em Canoas, até o local dos treinos, no Grêmio Náutico União (GNU), na Capital, que são pagos por pessoas que acreditam no potencial do judoca. 

Agora, porém, o gasto é bem maior: para que Vitor consiga participar do estágio na República Checa, serão necessários cerca de R$ 10 mil. Neste valor, estão incluídas as despesas com viagem, taxa de adesão ao programa (inscrição, hospedagem e transporte terrestre, entre outros) e a compra de dois quimonos oficiais nos padrões da Confederação Brasileira de Judô, exigidos para competições internacionais. Mas, até o momento, a vaquinha online arrecadou apenas R$ 845. 

Apesar disso, a família continua na batalha para ver Vitão em ringues europeus:

– Seguirei batalhando porque quero que ele consiga ser o que eu não consegui, ter uma carreira – afirma a mãe, que corre contra o tempo para levantar toda a quantia.

 CANOAS,RS,BARSIL.2020,02,27.Vitor, 14 anos, é judoca no GNU e classificou-se para representar o Brasil em um estágio internacional em Teplice, na República Checa. A participação e desempenho contam pontos para o ranking que classifica os atletas para o mundial, em agosto. Porém, a família não tem condições de arcar com os custos de adesão ao programa e viagem (cerca de 10 mil). Para viabilizar a ida do judoca, estão fazendo uma vaquinha.(RONALDO BERNARDI/AGENCIA RBS).
Orgulho da trajetóriaFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Esporte por recomendação médica

Quando, aos oito anos, Vitor começou a praticar judô, o motivo que o levou a procurar a arte marcial foi bem específico: diagnosticado com depressão, a busca pelo esporte partiu de uma recomendação médica. 

A mãe, Letícia, soube de um projeto social que oferecia aulas da luta de origem japonesa nas proximidades da casa da família e decidiu matriculá-lo. Foi assim que, além de receber alta do tratamento para a doença, Vitor conheceu sua maior paixão:

– Comecei e não parei mais, porque gostei muito e fiz muitas amizades. Depois, passei a treinar no GNU. Hoje, meu sonho é ser campeão olímpico. Não penso em fazer outra coisa.

Para a mãe, ver o filho bem, por conta do esporte, é motivo de muita alegria: 

– Ele melhorou 100%, adquiriu conhecimento e fez amizades novas. Em todo o campeonato, com ou sem medalha, vem junto muito aprendizado. Além disso, ele pôde conhecer lugares que eu jamais teria como proporcionar, se não fosse pelo judô. 

Como ajudar

/// Doações podem ser feitas por meio do link vaka.me/832297.

Produção: Camila Bengo

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