Carlos Etchichury : "Nunca me senti tão útil e querido como jornalista" - Notícias

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#DG20ANOS17/04/2020 | 13h25Atualizada em 17/04/2020 | 13h25

Carlos Etchichury : "Nunca me senti tão útil e querido como jornalista"

Editor-chefe entre 2014 e 2018 compartilha suas realizações como jornalista no comando do Diário Gaúcho

Carlos Etchichury : "Nunca me senti tão útil e querido como jornalista" André Ávila/Agencia RBS
Etchichury foi editor-chefe do DG entre 2014 e 2018 Foto: André Ávila / Agencia RBS

Sou jornalista do Grupo RBS há 21 anos. Como repórter, denunciei malfeitos, cobri tragédias, contei o legado de missionários gaúchos na África. Narrei histórias que provocaram risos e choros. Ganhei prêmios e reconhecimento. Como editor, coordenei o Grupo de Investigação da RBS, o GDI, e, há quase dois anos, sou editor-chefe de Zero Hora. 

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Faço esta síntese de duas décadas de profissão para, na verdade, revelar uma inconfidência: apesar de todas as experiências, nunca me senti tão útil e querido como nos três anos e nove meses em que fui editor-chefe do Diário Gaúcho. 

Útil porque trabalhei em um jornal que, muitas vezes, é o único instrumento que comunidades carentes dispõem para chamar a atenção das autoridades. É nas páginas do Diário que moradores dos confins de Porto Alegre e da Região Metropolitana têm seus dramas amplificados. 

É no jornal vendido nas sinaleiras, nos mercados e nos botecos que é reforçado, todos os dias, o compromisso firmado há 20 anos de que o “seu problema é nosso”. Mas não é só nos infortúnios do cotidiano que se percebe a utilidade do Diário. É também pelos corações que deixam de ser solitários. É pelas estrelas da periferia que se veem representadas. É pelos trabalhadores que encontram emprego através das centenas de vagas selecionadas pelos repórteres.  

No Diário, aquele ideal que move 10 a cada 10 estudantes de Jornalismo de mudar o mundo ganha contornos práticos. Na minha passagem pelo comando da Redação, aprendi outra coisa: jornais têm leitores, o Diário tem amigos. E nunca, nunca mesmo, me senti tão querido como jornalista. 

Nas vilas, repórteres com crachá do jornal gozam de “salvo-conduto” para percorrer becos inexpugnáveis, frequentar ambientes restritos. Quando publicamos algum erro, leitores, ou melhor, amigos, ligam para nos comunicar. Não brigam. Muitos sequer reclamam. Jamais são agressivos ou arrogantes.  Apenas comunicam o equívoco. E bola para frente. 

No fundo, querem ajudar a Redação a continuar mais acertando do que errando.  

Sinto orgulho de ter feito parte da família Diário Gaúcho e de ter ajudado a construir esta história. Que venham os próximos 20 anos.

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