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Após mais de um mês05/05/2020 | 18h37Atualizada em 05/05/2020 | 18h37

Pequenos e médios comércios reabrem as portas em Porto Alegre

Decreto da prefeitura autorizou a retomada do trabalho nos empreendimentos a partir desta terça-feira, desde que com as devidas precauções para evitar a propagação do coronavírus

Bruna Vargas e Tiago Bitencourt

tiago.bitencourt@rdgaucha.com.br

De portas fechadas há mais de um mês, parte do comércio reabriu na manhã desta terça-feira (5). Empreendimentos de pequeno e médio porte foram autorizados pela prefeitura a retomar o atendimento ao público seguindo regras de higiene e restringindo a circulação de pessoas.

No Centro Histórico, por volta das 9h, dezenas de lojas de roupas, bazares, óticas e tabacarias já operavam de portas abertas, a maior parte cumprindo o que deve ser o novo normal do atendimento ao público durante a pandemia de coronavírus: vendedores usando máscaras e tubos de álcool gel à entrada dos estabelecimentos. Apesar das múltiplas opções, o movimento dentro dos estabelecimentos era tímido. Havia mais gente circulando pela rua do que interessada em comprar mercadorias. 

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Na Rua Voluntários da Pátria, um dos principais pontos de comércio do Centro, as máscaras de proteção viraram, além de equipamento de trabalho, um item de venda comum, tanto nas lojas de roupa quantos em bazares de utilidades domésticas, por vezes sendo vendidas em balaios em frente aos estabelecimentos. Em uma loja de moda feminina quase à esquina com a Praça XV, as manequins levavam o acessório no rosto, exibindo o mais novo produto vendido no local:

- A gente começou a vender no sábado, mas ainda estávamos fazendo entregas. Agora vamos vender aqui também - conta o gerente Erisson Ramos.

O profissional mostrava grande expectativa pela retomada das atividades. Estima que as vendas durante o distanciamento social tenham caído em cerca de 90%. Somente na primeira hora de abertura, pelo menos seis clientes entraram no local.

Em outros comércios, a retomada veio acompanhada de regras mais rígidas de acesso. Em uma loja de roupas infantis na mesma via, uma folha de ofício colada na cortina de ferro trazia um aviso: é obrigatório o uso de máscaras para ingressar no local.

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- É para a proteção de funcionários e clientes, até porque trabalhamos com muitas gestantes - conta a vendedora Jéssica Fragoso, que, assim como as demais colegas, atuava com uma escudo facial sobre o rosto.

Em outros bairros da Região Central, os comércios recém-reabertos também fizeram adaptações para receber os clientes. Na Avenida Osvaldo Aranha, um bazar entre a Rua Ramiro Barcellos e a Avenida Venâncio Aires colocou uma corrente para controlar o ingresso de clientes no local. Por precaução, resolveram permitir apenas cinco pessoas por vez dentro da loja. 

-Foi uma decisão da gerência para a segurança de todos. O movimento está bem bom - conta o segurança Julio Cesar Gomes, que borrifava álcool nas mãos dos clientes antes de cruzarem a porta. 

Técnica de enfermagem do Hospital de Clínicas afastada por pertencer ao grupo de risco, Eliane Dutra Garcia, 67 anos, era das que aguardava na rua pela sua vez de ser atendida. Aprovou as medidas adotadas pelo estabelecimento, onde costuma comprar incensos:

- Tem que ser assim. Eu já sei até onde fica o que eu preciso, vou entrar, pegar e sair logo. 

Já na Avenida Getúlio Vargas a reabertura do comércio não pareceu suficiente para tirar a clientela de casa. Por volta do meio-dia, o único tipo estabelecimento que atraía movimento na via eram as agências bancárias. Funcionária de uma loja de calçados, bolsas e mochilas à esquina com a Avenida Bastian, Claudia Bittencourt não tinha vendido nenhum item desde que o estabelecimento reabriu as portas. 

- O movimento, por enquanto, está fraco. Nem cachorro, que a gente via passar seguido, não se vê mais. Espero que melhore para o dia das mães - disse.

O movimento também era tímido nas principais vias de comércio do bairro Moinhos de Vento. Na Rua 24 de Outubro, poucas lojas abriram as portas pela manhã - e, em pelo menos duas delas, os funcionários não utilizavam máscaras de proteção. Na badalada Rua Padre Chagas, os estabelecimentos abertos mal somavam meia dúzia, e praticamente não havia pessoas circulando na rua.

Em uma loja de moda feminina quase à esquina com a Praça XV, as manequins levavam o acessório no rosto, indicando o mais novo produto vendido no local:

— A gente começou a vender no sábado, mas ainda estávamos fazendo entregas. Agora vamos vender aqui também — conta o gerente Erisson Ramos.

O profissional mostrava grande expectativa pela retomada das atividades. Estima que as vendas durante o distanciamento social tenham caído em cerca de 90%. Somente na primeira hora de abertura, pelo menos seis clientes entraram no local.

Em outros comércios, a retomada veio acompanhada de regras mais rígidas de acesso. Em uma loja de roupas infantis na mesma via, uma folha de ofício colada traz um aviso: é obrigatório o uso de máscaras para ingressar no local.

— É para a proteção de funcionários e clientes, até porque trabalhamos com muitas gestantes — conta a vendedora Jéssica Fragoso, que, assim como as demais colegas, atuava com uma escudo facial sobre o rosto.

Na Zona Norte

Carteiras de cigarro, incenso e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foram as primeiras vendas da tabacaria Klering nesta terça-feira (5). O estabelecimento, localizado em uma galeria da Avenida Assis Brasil, próximo ao viaduto Ubirici, estava fechado desde 18 de março.

— Eu nunca imaginei passar por isso. Agora é retomar o trabalho — conta a proprietária Noemi Klering, 65 anos, mantendo um sorriso por baixo da máscara.

Próximo à galeria, a floricultura Pombinha Rola também retomava as atividades. Desde o dia 15 de março, atendia pedidos somente pela internet e telefone. A expectativa do proprietário é de que essa semana seja de movimento baixo.

— É uma maravilha poder reabrir. Mas acho que só teremos movimento normal daqui 30 ou 60 dias — fala Rafael Antonassi.

O movimento é bem baixo na Avenida Assis Brasil, zona norte de Porto Alegre. Lojas de vestuário, bijuterias, eletrônicos, cosméticos, colchões e ferragens foram alguns dos estabelecimentos que estavam reabrindo. Nos locais, funcionários usavam máscaras e havia poucos clientes no interior das lojas.

Segundo a prefeitura, durante a manhã foram interditados 10 estabelecimentos que não se enquadravam nas normas estabelecidas pela legislação.

O decreto

O Decreto 20.564, publicado em edição extra do Diário Oficial na noite de sábado, trouxe especificidades às novas normas para o funcionamento do comércio e dos serviços. Os estabelecimentos terão de oferecer máscaras para que seus empregados utilizem no transporte coletivo.

Outra alteração em relação ao decreto anterior é que os estabelecimentos poderão determinar o próprio horário de fechamento, mas terão de abrir apenas a partir das 9h.

Como forma de combate à pandemia de coronavírus, segue vedado o funcionamento do comércio de rua que não se enquadre nas categorias microempresas, microempreendedores individuais, profissionais liberais e autônomos, além dos estabelecimentos não essenciais em shoppings.

 
 
 
 
 
 
 
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