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Flexibilização 27/05/2020 | 22h47Atualizada em 27/05/2020 | 22h47

Veja perguntas e respostas sobre a retomada das aulas anunciada nesta quarta-feira pelo governador

Calendário vale para todos os níveis das redes pública e privada do Rio Grande do Sul

Veja perguntas e respostas sobre a retomada das aulas anunciada nesta quarta-feira pelo governador Gustavo Mansur/Palácio Piratini/Divulgação
Governador Eduardo Leite anunciou medidas nesta quarta-feira (27) Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini/Divulgação

Após semanas de análise e definição de protocolos, o governo do Estado definiu como e quando deve se dar o  retorno presencial às aulas em todos os níveis das redes pública e privada do Rio Grande do Sul. Em anúncio feito nesta quarta-feira (27), Eduardo Leite apresentou um cronograma que inclui lições online para colégios estaduais já na próxima segunda-feira (1º), retomada de algumas aulas práticas — em cursos livres e técnicos, por exemplo — em 15 de junho e previsão de volta gradual às atividades escolares a partir de 1° de julho.

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A volta às aulas de forma presencial deverá começar pelos extremos, com prioridade para a Educação Infantil e o final do Ensino Médio. Isso porque, na avaliação do governo, as crianças são as que mais têm necessidade de atendimento presencial dos professores para sua aprendizagem, enquanto os alunos que estão prestes a concluir a educação básica e, possivelmente, ingressar no Ensino Superior, precisam de reforço no ensino e também são capazes de cumprir melhor as regras definidas para sua segurança.

Confira perguntas e respostas sobre o calendário escolar

Quando as aulas presenciais serão retomadas?
Não há uma definição, mas estudantes das redes pública e privada não voltarão às escolas antes de 1º de julho. Até lá, o governo do Estado vai avaliar o avanço da pandemia e estipular critérios de distanciamento social, higiene e limpeza para serem obedecidos.

Qual é a prioridade para retorno presencial?
O governo abriu uma exceção para alunos de ensino superior, pós-graduação, ensino técnico que precisem de atividades práticas essenciais para conclusão do curso, estágio, pesquisa ou em laboratório, bem como os matriculados em cursos profissionalizantes, de idiomas ou similares. Estes poderão retornar às aulas presenciais em 15 de junho. Para o público em geral, a ideia é priorizar as crianças da educação infantil, cujo aprendizado depende mais da presença em sala de aula, e os alunos do 3º ano do ensino médio, em função do vestibular e do Enem.

Como se dará a definição?
O Estado definiu cinco fases para a retomadas das atividades (veja abaixo). Elas começam em 1º e 15 de junho, 1º de julho, 03 de agosto e 1º de setembro. A cada 15 dias o governo irá estudar o comportamento da pandemia e definir quem volta às aulas presenciais e em quais condições dali a duas semanas.

Haverá distinção entre a rede pública privada?
Ainda não está definido. Por enquanto, o governo irá ampliar a oferta de aulas remotas na rede pública. A partir de 1º de junho, os alunos terão acesso a uma nova plataforma fornecida pelo Google para acessar os conteúdos, conversar com colegas e professores. O governo também garante que irá assegurar acesso à internet aos alunos que não dispõem de conectividade.

Haverá datas distintas para o retorno?
Provavelmente. O calendário educacional terá de se adaptar à regionalização da saúde, obedecendo aos critérios que hoje ditam a atividade econômica, com bandeiras sinalizando as condições de cada região.

Quais cuidados o governo irá adotar para preservar a saúde dos estudantes?
Nos próximos dias será publicada uma portaria com regras de higiene, limpeza, saúde e distanciamento. Nas salas de aula, a distância terá de ser de 1,5 metro entre cada pessoa, com uso de máscara. Onde não for possível usar o adereço, como nos refeitórios, o espaço mínimo será de 2 metros. Cada escola também terá de ter um Centro de Operação de Emergência em Saúde para a Educação. Serão atualizados contatos de emergência, distribuídas máscaras, haverá higienização regular e montagem de salas de isolamento. Materiais escolares não serão partilhados e horários e espaços físicos serão readequados, com adoção de revezamento.

Confira o calendário anunciado hoje

Etapa 1

  • Início: segunda-feira (1º)
  • Ensino remoto para todos os níveis das redes pública e privada (nesta, muitas escolas já estão com atividades a distância)

Etapa 2

  • Início: 15 de junho
  • Começam aulas práticas essenciais para conclusão de curso no Ensino Superior, pós-graduações e técnicos, além de profissionalizantes, de idiomas, artes e similares

Etapa 3

  • Início: 1º de julho (depende do cenário da doença)
  • Volta às aulas presenciais de forma escalonada, começando, possivelmente, pela Educação Infantil, primeiros anos do Fundamental e o terceiro do Ensino Médio, devido à preparação para o ingresso na universidade

Etapa 4

  • Início: 3 de agosto
  • Definições serão divulgadas em 1º de julho

Etapa 5

  • Início: 1º de setembro
  • Definições serão divulgadas em 3 de agosto
 
 
 
 
 
 
 
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