Prefeitos da Região Metropolitana que tentaram recorrer aceitam decisão de permanecerem na bandeira vermelha - Notícias

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Distanciamento controlado22/06/2020 | 21h44Atualizada em 22/06/2020 | 21h44

Prefeitos da Região Metropolitana que tentaram recorrer aceitam decisão de permanecerem na bandeira vermelha

Municípios esperam, no entanto, o retorno à cor laranja na próxima semana

Prefeitos da Região Metropolitana que tentaram recorrer aceitam decisão de permanecerem na bandeira vermelha Lauro Alves/Agencia RBS
Em Canoas, calçadão da Rua Tiradentes registrou movimento alto nesta segunda-feira Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Os municípios da Grande Porto Alegre que compõem a região oito do sistema de distanciamento controlado para combater o coronavírus afirmam que, apesar de terem recorrido da decisão da bandeira vermelha, não se surpreenderam com a continuidade da classificação. Em live na tarde desta segunda-feira (23), o governado Eduardo Leite manteve as cidades com alerta de alto risco para covid-19.

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, um dos representantes do grupo de 19 municípios, garantiu que, mesmo se a cidade retornar à bandeira laranja na próxima semana, as restrições serão maiores na região.

— Fizemos, até agora, três reuniões com os prefeitos. Estamos combinando com todos de estabelecer novos horários para os restaurantes e vendas de bebidas alcoólicas. Talvez, restringir o comércio no sábado à tarde — diz.

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Busato acredita que este é o momento mais importante no combate à pandemia. Para ele, será bom ter uma semana de conscientização da população, apesar de lamentar as restrições no comércio e considerar o setor o mais atingido.

— Infelizmente, o comércio será o mais castigado. E é culpa da irresponsabilidade de algumas pessoas, como uma festa aqui em Canoas com 138 pessoas e sem nenhuma proteção. Este tipo de comportamento não poderemos mais admitir. A população precisa se conscientizar que estamos sob uma pandemia que pode ceifar vidas — argumenta.

O prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, que também integra a região oito, já esperava pela continuidade da bandeira vermelha. Ele destaca como positivo os ajustes no funcionamento de academias e salões de beleza, ainda que com restrições, e o funcionamento da indústria.

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Pascoal também espera a mudança para a bandeira laranja na próxima semana, quando os novos leitos da região passarão a ser contabilizados. Ele lamenta a falta de comprometimento da população.

—Não passamos muito do índice da bandeira laranja, acreditamos que com estas ações teremos um reenquadramento. Porém, os principais índices que compõem os indicadores que nos colocaram na bandeira vermelha estão relacionados à transmissibilidade, o que tem muito do compromisso individual das pessoas. É fundamental que a população faça a sua parte — alerta.

Miki Breier, prefeito de Cachoeirinha, que havia ingressado com pedido de reconsideração, garante que a cidade seguirá as ordens determinadas pelo governo do Estado:

— Temos apenas dois óbitos e um hospital de campanha com 63 leitos e apenas três internados em isolamento. Argumentamos que seria condição para não entrar em risco alto. Mas, enfim, a gente sabe também que tem a discussão regional. Entendemos as razões e os estudos. Vamos pedir ajuda à população e manter a fiscalização. E torcer para que a bandeira mude logo porque as pessoas precisam cuidar de seus empregos.

 
 
 
 
 
 
 
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