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Transporte público09/07/2020 | 21h22Atualizada em 09/07/2020 | 21h22

Confusão em cadastros bloqueia cartão TRI de trabalhadores de serviços essenciais

Problemas são considerados pontuais pela prefeitura na primeira manhã de restrições

Confusão em cadastros bloqueia cartão TRI de trabalhadores de serviços essenciais Mateus Bruxel/Agencia RBS
Medida começou a ser aplicada nesta quinta-feira (9) Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

A interdição dos cartões de transporte TRI e SIM, iniciada nessa quinta-feira (9) em Porto Alegre, teve ao menos três grupos bloqueados de forma equivocada devido a divergência entre a atividade prestada e a que foi informada pelas empresas. Com isso, o embarque de trabalhadores de serviços essenciais usando vale-transporte foi impedido. 

De acordo com a prefeitura da Capital, trabalhadores do Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) estão com o cadastro bloqueado por erro no lançamento no sistema — oito pessoas precisaram pagar a passagem em dinheiro para ir trabalhar. Eles constam como contratados pelo CNPJ do Senat, que tem suas aulas veiculadas de forma online, o que configura home office. Porém, de acordo com o diretor da unidade do Sest Senat da Capital, Pedro Fabbrin, esses profissionais tem “duplo vínculo”, operando também na forma presencial. 

— Foi um problema bem pontual, já repassado para a prefeitura, que nos informou que vai corrigir. O importante é ajudarmos a frear as contaminações — avalia o diretor. 

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Há, ainda, um número não informado de servidores da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) com o cartão incorretamente bloqueado. O motivo do impedimento desses profissionais não foi informado. 

Leonardo Vianna trabalha em um supermercado e mesmo a atividade estando entre as essenciais foi impedido de passar na roleta utilizando o cartão TRI. Na época em que a tarjeta foi emitida, ele era contratado de outra empresa, o que, acredita, motivou a confusão. 

— Essa outra empresa não é essencial, agora estou no mercado. Como faço? — questiona. 

O secretário extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Rodrigo Tortoriello, classifica como “melhor do que o esperado” o primeiro dia de bloqueios no cartão. Temendo possíveis problemas na transmissão dos dados, uma equipe foi mobilizada para monitorar reclamações, “pontuais”, conforme o secretário. Ele pondera que a análise dos dados é complexa, e cita um caso semelhante ao de Vianna. 

— Nesta semana, quando revisamos os casos, encontramos o de uma empresa que tem como atividade principal venda de acessórios, como joias e bijuterias. Hoje, é um ponto de pagamento de contas, mas só descobrimos isso com uma revisão — exemplifica o secretário. 

Devido a revisões, não foram bloqueados todos os 130 mil trabalhadores previstos para integrar o grupo impedido de ter acesso. Tortoriello reforça que a medida tem “menos foco no transporte, e mais na saúde”. 

— Pedimos apoio e compreensão da população. Atingimos cem mortos na cidade na última sexta e menos de uma semana depois já tem quase 150 — contabiliza. 

A liberação dos cartões incorretamente bloqueados deve levar 24 horas, pois demanda acesso à catraca dos veículos. Esse prazo pode chegar a até 48 horas. 

Servidor da equipe de manutenção da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), Enio Machado Xavier, 57 anos, concorda com a medida. 

— Quem puder, fique em casa. Essa medida vai ajudar — diz, antes de embarcar, sem problemas no sistema.

Até o fim do dia um balanço sobre as ligações de usuários ao telefone 118 deve ser finalizado. Quem quiser contestar o bloqueio deverá ter algum documento que comprove o funcionamento da empresa em que atua. A recomendação é que os usuários consultem o site tripoa.net.br — opção bloqueio VT. Ao digitar o número do cartão, a situação é informada. Um e-mail foi criado para atender a demanda: bloqueiotripoa@eptc.prefpoa.com.br. 

Outra opção é consultar a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), pelo número (51) 3027-9959 ou no e-mail bloqueiovt@tripoa.com.br. 

No trensurb não houve reclamações, segundo a empresa. Ao todo, 30 mil usuários do TRI acessam as plataformas do trem pelo cartão integrado SIM e parte deles também é atingido pela medida de interdição de vale-transporte. 

 
 
 
 
 
 
 
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