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Explica Aí09/07/2020 | 05h00Atualizada em 09/07/2020 | 05h00

O Diário Gaúcho te ajuda a entender os efeitos da deflação

Giane Guerra, colunista de economia de Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV, explica como a queda de preços, nem sempre, é boa para as finanças  

O Diário Gaúcho te ajuda a entender os efeitos da deflação Jefferson Botega/Agencia RBS
Apesar de índices mais baixos, renda segue comprometida Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

A inflação está baixa. Em alguns meses, há até deflação, o que significa que estamos com queda de preços. Mas por que não comemorar, já que o consumidor está gastando menos? Apesar de ser um alívio não termos alta forte de preços no meio dessa crise toda, ela é o motivo para termos a redução. A pandemia afetou a economia, aumentando o desemprego, reduzindo a renda e minando a segurança das pessoas para comprar. Essa queda no consumo faz com que se reduza preços ou, no mínimo, não consiga se passar reajustes. Isso vai da manicure até a gasolina, que até voltou a subir nas últimas semanas, mas ainda sem voltar ao preço de antes da crise.

Como é calculada a inflação?
O IBGE e outros institutos de pesquisa têm uma lista de produtos e um modelo de gastos da família média brasileira. Cada item tem um peso diferente no cálculo do índice, conforme ele pesa no orçamento das pessoas. Todas as semanas, os preços são monitorados. Uma alta de 5% no leite, importante item da alimentação, representa muito mais na inflação do que um aumento de 20% no caderno, com o que as famílias gastam pouco da renda da casa.

Por que sigo achando que está tudo caro?
Temos no país institutos de pesquisa confiáveis e que calculam a inflação paralelamente ao índice oficial do IBGE, o que permite fazer a comparação. É preciso lembrar que o índice considera uma família média e que, talvez, não seja igual ao seu consumo. Acredito que você percebeu que o preço da gasolina caiu agora na crise, várias escolas também reduziram as mensalidades e também deve conhecer alguém que passou a cobrar mais barato por um serviço para manter a clientela.

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O que é inflação pessoal?
Os educadores financeiros costumam orientar para que façamos a nossa inflação pessoal. A dica nada mais é do que pesquisar preços para pagar menos pelos produtos, substituir itens do orçamento ou adiar gastos. É possível, com isso, ter uma deflação familiar enquanto os índices apontam alta de preços.

Mas todo mundo está com alívio nos preços?
Não. Os preços de alguns alimentos andaram subindo pela correria ao mercado no início da pandemia, porque as empresas estão gastando mais na prevenção contra o coronavírus e por queda na oferta com a seca. Isso acendeu o alerta, já que a comida pesa mais no orçamento das famílias pobres. Ou seja, mesmo com um índice de inflação baixo e até negativo, a população vulnerável está com mais da renda comprometida. A situação aumenta o que chamamos de abismo social.

 
 
 
 
 
 
 
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