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Acolhimento05/07/2020 | 22h09Atualizada em 05/07/2020 | 22h09

Prefeitura oferece abrigo ou auxílio financeiro a 795 das quase 2,7 mil pessoas em situação de rua na Capital

Em função da pandemia, atendimento nos albergues foi reorganizado e a oferta de aluguel social foi ampliada

Prefeitura oferece abrigo ou auxílio financeiro a 795 das quase 2,7 mil pessoas em situação de rua na Capital Jefferson Botega/Agencia RBS
Albergue Acolher I é um dos que teve atendimento ampliado Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS

A chegada do inverno e o avanço da pandemia do novo coronavírus em Porto Alegre levaram a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) a adaptar leitos em albergues, transformando-os em vagas de permanência maior. Cerca de 495 pessoas podem ser abrigadas nos nove imóveis da rede municipal sem a necessidade de desocupar o local pela manhã. A oferta seria maior se não houvesse a necessidade de afastar camas e evitar aglomerações por conta do risco de contágio de covid-19.

Além das vagas modificadas, recursos da prefeitura também foram direcionados para que 300 pessoas possam receber o aluguel social (antes da pandemia, eram 60 beneficiados). O auxílio consiste em seis parcelas mensais de R$ 500 para locação de imóvel.

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– Apostamos nessa alternativa (aluguel social) porque ela é mais rápida e resolutiva de acordo com o interesse de cada pessoa. (Ela mesma) Escolhe o local e alinha diretamente com o proprietário – comenta a presidente da Fasc, Vera Ponzio, afirmando que a maioria dos 240 novos beneficiados começou a receber em junho.

A capacidade de abrigar quase 500 pessoas e dar auxílio financeiro a outras 300 representa atendimento a cerca de 30% da população em situação de rua da Capital, estimada em aproximadamente 2,7 mil pessoas pela própria Fasc. De janeiro de 2019 a janeiro deste ano, 2.679 pessoas nessas condições foram abordadas pelas equipes do órgão. O último censo realizado, em 2016, registrava 2,1 mil pessoas.

Iniciativas

Quatro imóveis que funcionavam como albergues noturnos (com atendimento entre 19h e 7h) antes da pandemia se somaram a outros cinco abrigos de permanência ampliada. A rede oferece cama, alimentação e higiene pessoal de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde. Entre março e abril, houve redução no número de vagas anteriormente oferecidas por conta da necessidade de distanciamento entre os leitos.

As atuais quase 500 vagas estão distribuídas entre os albergues Renascer, Dias da Cruz e Acolher 1 e 2, e os projetos de acolhimento Casa Lilás, Casa República, Casa Lar para Idosos, Abrigo Municipal Marlene e o antigo Abrigo Bom Jesus, administrado em parceria com a iniciativa privada. 

Além disso, a Fasc mantém sete pontos de doação de quentinhas que servem 260 refeições por dia (confira abaixo). 

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Iniciativas independentes também fazem a sua parte. O projeto Morador de Rua Existe!, que há quatro anos realiza encontros mensais com doações, música e refeições, mantém a arrecadação e distribuição de itens. Voluntários entregam comida, agasalhos e material de higiene quinzenalmente pelas ruas da Capital.

– A população de rua até usa máscara, mas se mostra preocupada com o frio e também por não saber o que mais fazer para se prevenir dos vírus – conta a estudante Vanessa Oliveira, representante da ONG que recebe donativos mediante agendamento por meio da página do projeto no Facebook.

Refeições na EPA

Para este inverno, as campanhas de doação de agasalhos viram crescer a necessidade de fornecer também alimentos. A Escola Porto Alegre (EPA), que fica no centro da Capital, suspendeu as aulas aos cem alunos em situação de rua matriculados, mas segue distribuindo refeições graças à solidariedade.

Duplas de voluntários formadas por 30 professores e funcionários prepararam e serviram 30 almoços três vezes na semana entre março e junho. A troca de bandeira no programa de distanciamento controlado de laranja para vermelha, no começo de julho, fez com que a atividade da EPA fosse suspensa. Os alimentos arrecadados por meio de grupos de WhatsApp serão levados para o espaço da fraternidade religiosa O Caminho, na Rua Duque de Caxias, 380, em frente ao colégio Ernesto Dornelles, também no Centro, onde 50 refeições serão servidas diariamente entre segunda e quinta-feira.

– Somos muito gratos pelas doações. Tem gente que a gente nunca tinha visto na vida e apareceu no colégio para deixar alimento – agradece o diretor da EPA, Paulo Gilberto Klein, que contou com a ajuda da ONG Centro Social da Rua.

Serviço de quentinhas

Centro de Promoção da Criança e do Adolescente – CPCA

/// Estrada João de Oliveira Remião, 4.444

/// Horário: das 9h às 11h, de segunda a sexta-feira

Associação Beneficente Amurt-Amurtel

/// Avenida Economista Nilo Wulff, 939 – Restinga

/// Horário: das 9h às 12h, de segunda a sexta-feira

Associação Comunitária Participativa – Acompar

/// Rua Rosa Maria Malheiros, 25/27 – Santa Rosa de Lima

/// Horário: das 9h às 11h30min, de segunda a sexta-feira

Fé e Alegria

/// Rua José Luiz Peres Garcia, 17 – Farrapos

/// Horário: das 9h às 12h, de segunda a sexta-feira

Obra Social do Imaculado Coração de Maria – OSICOM

/// R. Josefa Barreto, 320  – Passo das Pedras

/// Horário: das 9h às 12h, de segunda a sexta-feira

Associação dos Moradores da Vila Tijuca 

/// Rua Daniel Belts, 319 – Morro Santana

/// Horário: das 9h às 12h, segundas, terças e quartas-feiras

Igreja Episcopal Anglicana do Brasil 

/// Rua Engenheiro Ludolfo Boehl, 300 – Teresópolis 

/// Horário: das 10h30min às 11h30min, de segunda a sexta-feira

 
 
 
 
 
 
 
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