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Seu Problema é Nosso07/09/2020 | 11h52Atualizada em 08/09/2020 | 09h45

Escola Municipal de Porto Alegre arrecada celulares para alunos terem acesso à aulas remotas

A Escola Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, do bairro Sarandi, decidiu iniciar uma campanha para amenizar tais desigualdades acentuadas pela pandemia

Escola Municipal de Porto Alegre arrecada celulares para alunos terem acesso à aulas remotas Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Para além das questões relativas à saúde, a pandemia de covid-19 trouxe luminosidade a diferentes problemas sociais. Entre eles, está a desigualdade que envolve a educação pública. Isso porque, enquanto as aulas seguem ocorrendo de forma virtual na maioria das instituições particulares, sem grandes prejuízos para o ensino, a realidade se mostra bastante diferente nas redes estaduais e municipais. Sem acesso à internet e equipamentos eletrônicos, muitos alunos de escolas públicas enfrentam dificuldades para permanecerem estudando durante este período de isolamento social. 

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Foi a partir desta percepção que a Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha decidiu iniciar uma campanha para  amenizar tais desigualdades, acentuadas pela pandemia. Localizada no bairro Sarandi, na Capital, a instituição atende 1.480 alunos. Destes, segundo levantamento feito pela equipe diretiva, cerca de 500 não possuem condições de acesso à aulas remotas durante este período.

Ausências

Inicialmente, a campanha mobilizada pela escola era focada em solicitar que vizinhos de alunos que não possuem acesso à internet compartilhassem seus sinais de wi-fi – pois, à época, ainda não havia sido firmada a parceria entre o município e empresas de telefonia que, atualmente, permite o acesso gratuito a dados de internet. Mas, ainda assim, identificou-se que muitos estudantes continuavam ausentes das atividades online, ou por não possuírem equipamentos que possibilitassem acompanhar as aulas ou por precisarem dividi-lo com todos os membros da família. 

Diante disso, a Emeb Liberato deu início à campanha batizada de “Celular do Bem”. O objetivo é recrutar pessoas e instituições dispostas a doarem celulares aos estudantes – garantindo o acesso às atividades remotas.

– Nosso desejo é sensibilizar as pessoas. Às vezes, temos um celular guardado em casa, sem uso, que pode ajudar muito um aluno da rede pública – relata a diretora, Izabel Abianna, 50 anos, explicando que a prioridade é arrecadar celulares, porque os aparelhos permitem entrada no aplicativo que garante a oferta gratuita de dados.

Necessidade

Contudo, o número de equipamentos arrecadados está muito abaixo da demanda dos quase 500 estudantes da Emeb Liberato que necessitam da doação. Até o momento, a escola conseguiu arrecadar um notebook, um tablet e 12 celulares – destes, alguns que necessitam passar por conserto. Nesse sentido, a busca por doações se torna fundamental para que, ao menos no contexto da escola do bairro Sarandi, a desigualdade social não seja um impeditivo para quem precisa estudar.

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– Atuo também na rede privada e vivo diariamente essas duas realidades. É de chorar ver a diferença e o abismo que existem em relação à educação pública, justamente por essa questão. O esforço dos professores é igual, mas a condição de acesso dos alunos é limitada – comenta a diretora.

Como contribuir

/// Se você possui um celular para doação, entre em contato com a escola pelo telefone (51) 3289-5964 ou pelo e-mail celulardobem.liberato@gmail.com.

/// Atenção: para servirem às necessidades dos alunos, os aparelhos precisam possuir os sistemas Android ou IOS.

/// Apesar de a prioridade da campanha ser doações de aparelhos de celulares, também são aceitos computadores, notebooks e tablets.

Produção: Camila Bengo

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