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Qualificação15/12/2020 | 12h40Atualizada em 15/12/2020 | 12h40

Saiba como driblar a vontade de desistir do EaD

Segundo especialista em EaD Patrícia Alejandra Behar, a sensação de isolamento pode desestimular o aluno

Saiba como driblar a vontade de desistir do EaD Anna Kuprevich/stock.adobe.com
Mais da metade do público do ensino superior estuda a distância Foto: Anna Kuprevich / stock.adobe.com

Ter uma qualificação profissional é porta de entrada para o mercado de trabalho. Por conta disso, o ensino à distância (EaD) cresceu com diversas escolas, universidades e cursos profissionalizantes em todo o Brasil, inclusive nos atuais tempos de pandemia. Um levantamento realizado pelo Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC) mostrou este crescimento. Em 2019, 50,7% dos alunos de instituições privadas estudavam de forma EaD. Já em 2018, este percentual foi de 39%. 

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Se por um lado o ingresso na Educação a Distância cresceu, a taxa de evasão também aumentou: de acordo com a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), vinculada ao MEC, a taxa de desistência no ensino privado passou dos 12,5% no primeiro semestre de 2020, sendo 32,5% maior do que no ano passado. Um dos principais fatores para isso são os atrasos nas mensalidades e a desmotivação em meio à pandemia. 

Além disso, apesar de estar crescendo, o ensino à distância ainda é muito frágil em nosso país: grande parte da população sofre com a falta de recursos e de tecnologias adequadas para acompanhar os estudos de modo virtual, o que consequentemente eleva as taxas de desistência desses alunos.

Estudo remoto e sua rotina flexível

A falta do contato direto com os professores em sala de aula também pode ser um problema para muitos, mas essa aprendizagem virtual se torna muito importante para aqueles que dependem de um horário de trabalho, um deslocamento por transporte público ou outros compromissos familiares. Apesar do crescimento de alunos desistindo do EaD, há estudantes que conseguem manter a rotina. A professora de Educação Infantil Carla Rocha, 40 anos, moradora do bairro Humaitá, está no quarto período do Curso de Pedagogia em um polo EaD em Porto Alegre. Ela concluiu o ensino médio e, após 20 anos sem estudar, viu no custo mais baixo e na flexibilidade de horários da modalidade uma opção de voltar à sala de aula.

O tempo disponível e a liberdade dos estudos são as principais vantagens do EaD, pois os alunos conseguem lidar com os conteúdos da maneira que mais se sentirem confortáveis e quando melhor acharem possível de estudar, pontos chave que nem sempre seriam possíveis na modalidade presencial. Carla, por exemplo, encontrou no horário da noite, uma hora por dia, o melhor método para realizar as tarefas solicitadas do curso: 

– Normalmente, depois do jantar, eu vou para a frente do computador e estudo. Se tiver alguma atividade para fazer, realizo na hora. Conforme vou terminando uma disciplina, realizo outra. Foi a maneira que achei de estudar sozinha: lendo cada unidade, anotando as partes mais importantes – relata.  

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Mantenha-se motivado e não desista

Vários fatores podem causar a desmotivação do aluno em dar continuidade ao EaD. Segundo a professora da Faculdade de Educação da UFRGS, especialista em EaD, Patrícia Alejandra Behar, a sensação de isolamento pode desestimular o aluno. Ela ressalta que “é necessário fazer muitos esforços para a reversão dessa situação que pode redundar em um insucesso educacional, ocasionando a evasão na educação à distância”. Para evitar o desânimo no EaD, a professora separou dicas e orientações a quem está desanimado. Confira a seguir.

Para o professor

/// Mudanças: caso o professor esteja ministrando aulas na modalidade EaD e o aluno esteja desestimulado, é aconselhável mudar a forma do ensino, as estratégias, as metodologias e também o conteúdo das aulas. Essa seria uma ótima pedida!

/// Interação: interagir com os alunos possibilita a confiança na relação aluno-professor. Mostre preocupação com o aluno, conversando com ele. “Levar em conta os aspectos sociais e sócio afetivos do aluno, os aspectos familiares e de saúde, assim como sempre motivar com mensagens estimuladores e ser um pouco mais flexível se torna fundamental para uma melhor relação”, conta.

Para o aluno

/// Colaboração: o trabalho em equipe com os colegas é fundamental nesses momentos. Construir vínculos coletivos ajuda na interação do aluno no ensino.

/// Mostrar ao seu professor que está desmotivado: sabe a relação aluno-professor, mencionada anteriormente? Então, mostre ao seu professor que você está desanimado, que não consegue levar a situação adiante. Explique seus motivos: “Isso mostra ao professor como ele pode te ajudar nessa situação”, orienta a especialista.

Produção: Vitória Fagundes

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