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Seu Problema é Nosso10/12/2020 | 10h21Atualizada em 10/12/2020 | 10h21

Vítima de atropelamento, moradora de Viamão espera por continuação de tratamento

A autônoma Jaqueline foi atropelada por um ônibus quando estava grávida e, por causa da gestação, teve que pausar o encaminhamento para a amputação da perna

Vítima de atropelamento, moradora de Viamão espera por continuação de tratamento Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Jaqueline: vários recomeços Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Há um ano, a autônoma Jaqueline Ferreira da Silva, 30 anos, teve sua vida mudada. No dia 5 de dezembro do ano passado, ela foi atropelada por um ônibus na Avenida Protásio Alves, na Capital. Jaqueline, moradora de Viamão, estava grávida de cinco meses. 

No acidente, ela teve o pé complemente esmagado pela roda do veículo. Por sorte, sua barriga não foi atingida. A queda lesionou a perna e o pé esquerdo, além da cabeça que também sofreu com o impacto. 

– Os médicos reconstruíram meu pé, mas ele não tem movimento. Minha perna foi preenchida com enxertos. Eu não tenho tornozelo. Por isso, eles (os médicos) chamam meu pé de equino – relata a situação. 

À época do acidente, a amputação da perna foi evitada por causa da gravidez. Segundo Jaqueline, a ideia de amputar a perna não foi aceita no momento em que consultava no Hospital Cristo Redentor (HCR). Mas, após uma opinião complementar de um médico particular, ela e sua família entenderam que a amputação era a melhor alternativa no caso.

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– Fiz mais duas consultas no Cristo Redentor e tive que interromper o acompanhamento por causa da minha gestação. Minha filha nasceu em março, com quase oito meses. Logo depois, as consultas pararam por causa do coronavírus e não consegui continuar para o encaminhamento da cirurgia – relembra Jaqueline, que anda com o auxílio de um andador. 

Prótese

Segundo Jaqueline, seu parto ocorreu normalmente e a filha passa bem. Hoje, ela não trabalha devido às sequelas do atropelamento e, apenas, recebe o valor do Auxílio Emergencial. A tarefa de manter a casa e os gastos da família ficou por conta do esposo. 

Agora, após um ano do atropelamento, ela teve que reencaminhar o processo da cirurgia começando com a ida à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro onde reside. A consulta com o médico clínico geral, que solicitou o encaminhamento ao ortopedista, ocorreu no dia 6 de outubro deste ano. 

– Tive que começar tudo de novo. É muito complicado ir até Porto Alegre ou a qualquer lugar, pois não tenho como ir de ônibus, e com aplicativos sai caro – explica. 

O desejo dela é voltar a ter uma rotina mais parecida com a que tinha antes do acidente:

– Minha perna incomoda. Ela incha e é fria, pois não tem boa circulação. Meu pé virou uma panqueca no acidente e, por mais que os médicos tentassem reconstruir, não conseguiram. Pretendo colocar uma prótese depois da cirurgia. Minha preocupação maior é minha filha, quero poder acompanhar ela. Mas só dela estar bem, já deu tudo certo. 

Tratamento deve continuar no Hospital Cristo Redentor

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde de Viamão afirmou que Jaqueline deve entrar em contato com o prestador –ou seja, o hospital – para agendar a continuidade do acompanhamento, tendo em vista que permanece válido no Hospital Cristo Redentor (HCR). 

Conforme a Secretaria da Saúde do Estado (SES), Jaqueline foi cadastrada no sistema de gerenciamento de consultas (Gercon) no dia 12 de fevereiro de 2020. A consulta foi realizada em março. A SES afirmou que encaminhamentos posteriores à consulta devem ser obtidos com o prestador.

A Gerência de Internação do Hospital Cristo Redentor confirmou que Jaqueline encontra-se com regulação válida na instituição, portanto apta para prosseguir com o tratamento. 

Produção: Caroline Tidra

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