Precariedade no asfalto segue causando incômodos a moradores do bairro Bom Jesus - Notícias

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Seu Problema é Nosso11/01/2021 | 17h16Atualizada em 11/01/2021 | 17h34

Precariedade no asfalto segue causando incômodos a moradores do bairro Bom Jesus

Há seis anos, a comunidade da Rua São Domingos, no bairro Bom Jesus, sofre com os problemas no asfalto e na via

Precariedade no asfalto segue causando incômodos a moradores do bairro Bom Jesus Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
O trecho da via é bastante ruim Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Más condições do asfalto, piso frágil, e dificuldade de deslocamento e acesso à via são apenas alguns dos tantos problemas que os moradores da Rua São Domingos, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, estão sofrendo há cerca de seis anos. Em janeiro de 2020, o Diário Gaúcho mostrou as inúmeras condições precárias que o local vem enfrentando ao longo dos anos.

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De acordo com um dos moradores da via, o porteiro Mauro Fernandes, 48 anos, após a nota emitida na última reportagem, uma equipe técnica da prefeitura esteve no local. Isso não passou, entretanto, de uma vistoria, porque os funcionários não deram previsão a ele de quando sairia a obra: 

– Estava junto com a equipe, acompanhando a vistoria. Eu o questionei (engenheiro responsável) sobre o problema a ser resolvido. Ele (engenheiro) falou diretamente para mim que a situação seria encaminhada. Estamos aguardando até agora – relata. 

Acessibilidade 

Além das dificuldades que a comunidade enfrenta com a falta de acessibilidade e precariedade da rua, Mauro conta que, em dias chuvosos, a situação ainda piora: além de não haver o devido escoamento de água e de esgoto, a poluição, o mau cheiro e o acúmulo de lixo prejudicam moradores: 

– O lixo entra no esgoto e entope tudo – detalha. 

O morador relatou, ainda, que de trás da rua original vem bastante areia, gerando também acúmulo de lixo largado no local. 

Essa situação já causou muitos prejuízos nas residências próximas, com os constantes alagamentos que afetam não só o asfalto deteriorado, como também as próprias estruturas das casas. 

O porteiro conta que as dificuldades de deslocamento na rua impedem não só a locomoção de sua mãe, que é cadeirante, como também a passagem de carros e a entrada de garagens:

 – Ela (mãe do porteiro) ganhou uma cadeira de rodas elétrica, e sair dali com essa cadeira é uma briga.  Logo, se torna um processo difícil para tirar ela de casa, às vezes até para entrar um táxi, um carro na rua fica difícil – relata. 

Além disso, o asfalto que ainda existe é muito frágil e, mesmo quando a situação é, em parte, resolvida, com a chegada de uma nova chuva, o piso se desgasta e os problemas se repetem: 

– Eles (prefeitura) fizeram um piso muito fraco – argumenta. 

Esperança de reparos frustrou-se com pandemia 

Apesar de o problema persistir e sem haver uma solução concreta, Mauro não desistiu de lutar por uma rua mais acessível aos moradores e à sua família. 

Em dezembro de 2019, o morador abriu um protocolo na prefeitura alegando as condições precárias do asfalto, que ocasionaram os problemas de alagamento, esgoto e acúmulo de lixo na travessa.  Entretanto o processo venceu no dia 17 de dezembro de 2020 sem qualquer retorno do órgão responsável: 

– A única reclamação que eu faço sempre é em função daquele esgoto que está sempre entupido.  E lembro, também, que fiz um pedido de vistoria na rua justamente dessa infiltração que dá – declara. 

Mauro tinha esperanças de que, após a nota emitida na última reportagem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) informasse que o projeto seria realizado, o que, em função da pandemia, não ocorreu: 

– O ideal seria que a prefeitura arrumasse tudo e fizesse um asfalto legal ali, que viesse desde lá de cima da rua original, e um sistema para escoar a água da chuva ali na entrada para que não houvesse essas “ corredeiras” – declara.

SMIM: CONSERTO EM FEVEREIRO 

/// A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) informou, em nota, que a Rua São Domingos conta com pavimentação em toda a extensão da via. Segundo a assessoria, “o trecho não pavimentado encontra-se em uma descida próxima à Rua Carumbé e precisa de conservação permanente”.  Entretanto, nesse ponto, devido ao assoreamento da rede pluvial, a tubulação se rompeu, causando a saída de água da chuva, e “ apenas a limpeza da rede não resolve o problema, já que o encanamento está quebrado, afetando a rede de esgoto e a pavimentação”.

/// De acordo com a Secretaria, está programada para o início de fevereiro uma ação conjunta entre Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e o Departamento Geral de Conservação de Vias (DCVU) para a manutenção e reconstrução das redes de esgoto pluvial e cloacal, e de pavimentação. 

Produção: Vitória Fagundes

 
 
 
 
 
 
 
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