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Cesta básica11/03/2021 | 05h00Atualizada em 11/03/2021 | 05h00

Em um ano, preço da carne subiu 23,6% na Capital, conforme Dieese

Dados também mostram que produto foi o que apresentou maior alta entre os 13 itens que compõe a cesta básica, em fevereiro. Batata reduziu valor em -13,46%

Em um ano, preço da carne subiu 23,6% na Capital, conforme Dieese André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
Produto acumula alta de 4,82% em 2021 Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

Mesmo optando por cortes mais baratos no açougue, o consumidor ainda sentirá um peso maior no bolso. Isso porque a carne bovina foi o produto que apresentou a maior alta de preço entre os itens da cesta básica em Porto Alegre. Na comparação com janeiro, o produto ficou 4,4% mais caro em fevereiro. Desde o início do ano, o produto soma alta de 4,82%. E, olhando o acumulado dos últimos 12 meses, a carne ficou 23,6% mais cara. 

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Os dados são do levantamento mensal publicado pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) e levam em conta 13 produtos considerados essenciais para a subsistência de uma família brasileira.

Logo atrás da carne, aparece outro item essencial: o feijão. Em fevereiro, o produto registrou alta de 3,34%. Olhando o acumulado dos últimos 12 meses, o feijão apresenta uma alta de 65,74% em seu valor, se comparado com o mesmo período do ano passado. O açúcar teve elevação de valor em 2,03% no mês passado. Outros três produtos apresentaram elevação inferior aos 2% — tomate, pão e café. 

Redução

A pesquisa também trouxe pontos positivos. Sete dos 13 produtos pesquisados tiveram queda no preço — no levantamento com dados de janeiro, 10 dos 13 itens tinham ficado mais caros. Agora, o destaque ficou por conta da batata, que caiu de valor em -13,46%. Em janeiro, o alimento havia sido o vilão da cesta básica, com alta de 9,28%. Outras baixas importantes registradas em fevereiro foram a do leite, com queda -4,93%, do óleo de soja, com -2,92%, e do arroz, que caiu -1,75%. 

Qualquer redução nos preços de azeite e arroz são bem-vindas. No ano passado, com o aumento do consumo na pandemia e a demanda por importações, os dois itens, tradicionalmente baratos, dispararam. No últimos 12 meses, eles ainda detêm as maiores altas acumuladas, com 94,77% para o óleo e 83,99% para o arroz. 

Ranking

Conforme os dados do Dieese, a cesta básica de Porto Alegre fechou fevereiro custando R$ 632,67, um aumento de 1,03% na comparação com janeiro. O valor representa 62,18% do salário mínimo atual, de R$ 1.100 — ou seja, mais da metade. Em um ano, a cesta já acumula alta de 28,37%. Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, a cesta básica apresentou queda de preço em fevereiro em 12. Entre as cinco capitais que tiveram elevação no preço, além de Porto Alegre, aparecem Curitiba, Belém, João Pessoa e Natal. 

A cesta básica mais cara do país é a de Florianópolis, custando R$ 639,81. Depois, vem São Paulo, com o conjunto de produtos custando R$ 639,47. Porto Alegre ficou com o terceiro lugar, ultrapassando o Rio de Janeiro e subindo uma posição em relação ao primeiro mês do ano.

Produto representa 41% da cesta

Além de ter a maior alta percentual entre os produtos da cesta básica, a carne ainda representa o maior gasto. Economista do Dieese, Daniela Sandi explica que o alimento equivale a 41% do preço total da cesta básica — ou seja, cerca de R$ 259. 

— A demanda externa por carne segue favorável, com a retomada das compras pela China após as festas de fim de ano. Além disso, a valorização do dólar ainda deve trazer novo fôlego às exportações em março. No mercado interno, a disponibilidade restrita de animais deve manter os preços elevados, ao menos, no primeiro trimestre deste ano — projeta Daniela. 

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