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Novo Hamburgo26/04/2021 | 06h00Atualizada em 26/04/2021 | 06h00

Costureira tem suas máquinas furtadas e pede ajuda para voltar a trabalhar 

Autonomia financeira vem das costuras

Costureira tem suas máquinas furtadas e pede ajuda para voltar a trabalhar  Marco Favero / Agencia RBS/Agencia RBS
Paula teve a casa invadida por ladrões Foto: Marco Favero / Agencia RBS / Agencia RBS

Paula Aparecida Ternos, 37 anos, escolheu a costura como profissão. É do cortar e dar formas aos tecidos que tira sua renda. Ela faz fronhas, luvas e quaisquer outros produtos que, a partir dos panos, possam ser moldados. Mais recentemente, as máscaras se tornaram uma de suas produções. Paula é deficiente visual, e é seu ofício de costureira que lhe permite a autonomia. Porém, em março, a casa onde mora com sua mãe foi roubada e as duas máquinas de costurar, fundamentais para seu trabalho, levadas. 

Mãe e filha trabalham juntas. As moradoras do bairro Rondônia, em Novo Hamburgo, diminuíram em 80% sua produção devido à falta das máquinas. É que, na necessidade de costurar à mão, Paula não pode fazer todo o trabalho. 

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A costureira começou a perder a visão bem cedo, com 17 anos. Devido a uma doença genética, deixou de enxergar completamente com o olho esquerdo. Anos depois, em 2018, surgiram os primeiros problemas no outro olho. Em consequência do deslocamento de sua retina, precisou passar por cirurgias, e hoje tem a visão do olho direito prejudicada. 

Com as máquinas de costura, sozinha Paula era capaz de preparar o tecido, fazer o desenho das peças, cortar e costurar. Porém, tendo somente agulha e linha, a costura à mão força a pouca vista que tem.  

– Fiquei me virando como posso. Tenho muitas coisas cortadas, prontas para fazer. Minha mãe quem vai costurando a mão, porque isso eu não posso fazer – conta a costureira. 

Despesas  

Parte do que Paula e sua mãe, Maria de Lourdes de Azevedo, 60 anos, ganham é usado para o aluguel da casa. Além disso, diariamente, as duas tomam remédios controlados. Em razão da falta de dinheiro, a compra dos medicamentos tem sido feita por familiares. 

– Nós ainda estamos com renda, mas ela diminuiu muito – comenta Paula. 

Suas vendas costumavam ser feitas através da internet, pelo site Mercado Livre ou pelo seu perfil no Facebook. É por lá que divulgavam os produtos e fechavam as compras. Paula conta que, como a capacidade produtiva caiu, agora as vendas estão sendo apenas para pessoas próximas, e a divulgação, hoje, é uma pequena placa em frente ao condomínio onde moram. 

Sem condições para comprar um novo equipamento, a costureira pede ajuda. Para seguir com o trabalho, ela precisa de uma máquina elétrica de 220w, que faça costuras retas e em zigue-zague. É possível falar com Paula pelo telefone (51) 3586-6830 ou pelo WhatsApp  (51) 98921-0451.

Produção: Émerson Santos

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