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Seu Problema é Nosso08/04/2021 | 15h20Atualizada em 08/04/2021 | 15h40

Em Sapucaia do Sul, matagal toma conta de cemitério 

Segundo morador da região, os túmulos ficam escondidos no terreno, e o mato tomou conta do Cemitério Municipal João XXIII

Em Sapucaia do Sul, matagal toma conta de cemitério  Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Mato e sujeira tomam conta do terreno. Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

O corretor de seguros Francisco José Lucas, 67 anos, de Sapucaia do Sul, perdeu sua mãe, Cleomarina Lucas, 97 anos, por causas naturais, no mês passado. Com o apoio da família, Francisco decidiu sepultá-la no Cemitério Municipal João XXIII, localizado no bairro Primor, em Sapucaia. Entretanto, chegando ao local, os familiares notaram que o cemitério estava com aspecto de abandonado e com falta de limpeza. 

Segundo o corretor, os túmulos ficam escondidos no terreno, e o mato tomou conta do espaço. 

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– Esse problema persiste há muitos anos. Foi triste ela ter que ser sepultada no meio do mato. O cemitério costuma estar sujo e mal cuidado – declara. 

A prefeitura de Sapucaia do Sul, por meio da Secretaria de Obras, administra, hoje, dois cemitérios na região: o João XXIII, que é o mais antigo da cidade, e o Pio XII, que fica no bairro Lomba da Palmeira. No caso do local escolhido para o sepultamento, Francisco contou que o problema com a falta de limpeza começou, de fato, em 2011 – ele percebeu isso porque a família adquiriu jazigos vitalícios na década de 1970 e tem parentes, como seus avós e irmãos, enterrados no local. 

– Foi uma surpresa bem desagradável encontrar o cemitério da maneira como encontrei para sepultar minha mãe. Na última semana, estive lá, e é ruim até para se deslocar – relata. 

Sujeira 

Além da alta vegetação, a quantidade de lixo acumulado entre as sepulturas preocupa parentes e moradores da região próxima ao João XXIII: despachos religiosos, por exemplo, que se misturam ao lado dos jazigos com o resíduos urbanos e a falta de cercamento incomodam quem vai ao local. 

– Há muito lixo e mato para ser capinado. O que mais tem, principalmente, são restos de artigos de religião e comida. É terrível porque, comparando com os cemitérios que já fui, todos são limpos e bem cuidados – comenta. 

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O corretor alega ter cobrado a Secretaria de Obras Morador fez registros no local na segunda- feira.Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Segundo Francisco, tudo o que ele quer é que dona Cleomarina e seus parentes possam descansar em paz em um local melhor conservado. 

– É revoltante. Eu cuidei da minha mãe junto com minha irmã até o último dia de vida dela e, agora, tivemos até que roçar o local onde ela seria enterrada por causa do mato acumulado – indigna- se.

Prefeitura garante manutenção

A Secretaria de Obras do município de Sapucaia do Sul, órgão responsável pelos cemitérios João XXIII, e pelo Pio XII, garante que na última terça- feira, realizou a limpeza da área que Francisco menciona. A pasta ressaltou que no local, “foram retirados mais de 17 caminhões de resíduos” oriundos de “capina e limpeza”. 

O órgão afirma que “será feita uma manutenção constante em ambos os cemitérios”, entretanto, a prefeitura não disse quando dará início a essa manutenção.

Produção: Vitória Fagundes

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