Fiv e FeLV: entenda como prevenir e tratar as doenças em felinos  - Notícias

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Bicharada22/07/2021 | 19h43Atualizada em 22/07/2021 | 20h26

Fiv e FeLV: entenda como prevenir e tratar as doenças em felinos 

Embora não sejam transmissíveis a pessoas ou animais de outras espécies, elas têm alto nível de contaminação entre gatos e podem causar inúmeras reações

Fiv e FeLV: entenda como prevenir e tratar as doenças em felinos  HOVET Uniritter / Divulgação/Divulgação
Entenda a diferença entre as doenças e os cuidados que devem ser tomados Foto: HOVET Uniritter / Divulgação / Divulgação

Assim como os humanos, pets também correm o risco de serem infectados por doenças que podem ser fatais. Para os gatos, a FIV e a FeLV estão entre aquelas que os tutores mais precisam ficar atentos. Embora não sejam transmissíveis a pessoas ou animais de outras espécies, elas têm alto nível de contaminação entre os felinos e podem causar inúmeras reações. 

O coordenador do Hospital Veterinário da Uniritter, Diego Norte, explica que nenhuma das doenças possui sintomas específicos e únicos. Ele comenta que se deve observar os possíveis efeitos recorrentes que afetam os animais ou que os deixam em condição de debilidade. Ou seja, as mudanças físicas e comportamentais que chamarem a atenção do tutor. 

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– O mais importante é, ao perceber que o gato não está tão ativo, com o pelo não tão bonito, que não está com o comportamento habitual, levá-lo ao veterinário para que seja feito o diagnóstico – explica Diego.

Para esclarecer a diferença entre as doenças e os cuidados que devem ser tomados caso seu animal seja infectado, reunimos algumas informações sobre as patologias. Confira a seguir.

O que são estas doenças? 

FIV é causada pelo vírus da imunodeficiência felina. Isso significa que a doença compromete o sistema imunológico dos gatos. É algo parecido com o que ocorre em pessoas infectadas pelo vírus HIV, e é por isso que a patologia é popularmente chamada de AIDS felina. Com a imunidade baixa, o animal se torna mais suscetível a outras doenças, e é isso que o coloca em risco.  

Por si só, a FIV pode acabar não sendo a causadora de possíveis quadros graves de saúde. Há, inclusive, a chance de o animal contaminado passar anos sem apresentar qualquer sintoma. Porém, com o tempo, seu sistema imune vai sendo deteriorado. Na medida em que esse processo ocorre, são as infecções secundárias que se tornam mais perigosas. Por exemplo, uma simples gripe pode ser fatal para o gato portador da doença.  

Ela é transmitida, normalmente, pelo contato direto de um felino sadio com outro portador do vírus. Isso pode ocorrer durante o nascimento do animal, na amamentação, em brigas, no acasalamento ou pelo toque em sangue, urina e saliva. 

A contaminação pelo vírus causador da FeLV, doença também chamada de leucemia felina, se dá de forma semelhante ao da FIV. Ela ocorre a partir do contato direto entre os animais, sendo a saliva a principal transmissora. O vírus ainda está presente no sangue, na secreção nasal, nas fezes, urina e no leite, que são canais de contaminação. 

Os sintomas da FeLV são variados. Os gatos infectados podem manifestar doenças sanguíneas, tumores, problemas neurais e reprodutivos. O sistema imunológico também é afetado, o que aumenta os riscos de doenças secundárias.

Atenção ao bichano

Caso desconfie de que seu gato possa estar infectado, é recomendado levá-lo o mais brevemente possível ao veterinário, que fará o teste para constatar a presença dos vírus. A vacina para FeLV, por mais que não garanta 100% de imunidade, ajuda a prevenir a doença. Ela, porém, só deve ser aplicada nos bichanos que não estão contaminados. Para a FIV, não existe uma vacina, sendo ainda mais importante o cuidado constante.   

– A contaminação ocorre por secreção, por saliva. Então, ao saber que um dos animais é positivo, ele deve ser tratado ou mantido isolado dos outros gatos, e todos os outros negativos para FeLV devem tomar a vacina polivalente – diz Diego. 

É importante dar atenção aos animais infectados, em especial àqueles que costumavam ter acesso à rua ou dividiam o espaço da casa com outros gatos. A propagação da doença precisa ser evitada. Portanto, além de isolar o gatinho que testou positivo, ele não deve dividir potes de alimento ou caixas de areia que outros animais tenham acesso ou que possam vir a utilizar.   

Diego explica que, sobre a qualidade de vida dos animais infectados, isso irá depender do organismo de cada felino. Em razão disso, se torna ainda mais essencial o acompanhamento clínico dos gatos, pois são os veterinários que irão avaliar as necessidades específicas de cada caso. 

Atendimento acessível 

Clínicas

/// Confira veterinárias de Porto Alegre que realizam consultas a preços acessíveis:

Associação Riograndense de Proteção aos Animais (Arpa)

/// Agendamento de consultas pelo número (51) 3223-1914 ou presencialmente na associação, que fica na Rua Professor Freitas e Castro, 172, Azenha. 

ONG Gatos e Amigos

/// Agendamentos pelo WhatsApp (51) 99962-8703. Castração de gatos ou cães que pesem até 25 quilos. 

Vida e Saúde Animal

/// Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (51) 3207-4362 ou pelo WhatsApp  (51) 98437-3760.  

Pet móvel

/// Agendamentos pelo telefone (51) 3366-0082 ou WhatsApp 

(51) 98169-3330.

Hospital

/// No Hospital Veterinário da Uniritter também são realizadas consultas e vacinações de forma gratuita ou a baixo custo. Para obter mais informações, entre em contato pelo WhatsApp (51) 99603-8374.

Produção: Émerson Santos


 
 
 
 
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