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Emprego formal29/07/2021 | 19h23Atualizada em 29/07/2021 | 19h23

RS cria 11,4 mil vagas com carteira assinada em junho e fecha semestre com saldo positivo de 93,1 mil postos de trabalho

Setores de serviços e comércio puxaram o resultado no Estado, segundo dados do Caged divulgados nesta quinta-feira

RS cria 11,4 mil vagas com carteira assinada em junho e fecha semestre com saldo positivo de 93,1 mil postos de trabalho Salmo Duarte/A Notícia
Saldo positivo na criação de vagas com carteira assinada é o resultado entre 98.822 contratações e 87.376 demissões Foto: Salmo Duarte / A Notícia

O Rio Grande do Sul abriu 11.446 vagas de emprego com carteira assinada em junho. É o sexto mês consecutivo no qual a geração de postos de trabalho no Estado fecha no azul. 

O saldo positivo é o resultado entre 98.822 contratações e 87.376 demissões, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29).

No acumulado do ano, com dados de janeiro a junho, o Estado acumula a criação de 93.139 vagas. Já no período dos últimos 12 meses, a diferença entre admissões e desligamentos está em 170.166.

O saldo de criação de emprego no Estado em junho é maior do que o volume registrado em maio, que ficou em 6.969, com valores corrigidos nesta quinta-feira. No ano, o montante registrado no mês passado é o quarto melhor, perdendo para janeiro, fevereiro e março. Em junho do ano passado, durante o avanço da pandemia de coronavírus no país, o Estado fechou 6.784 vagas.

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Pelo segundo mês consecutivo, os setores de serviços e comércio puxaram o saldo positivo no Rio Grande do Sul. Juntos, esses dois segmentos da economia somam 11.217 vagas criadas em junho. Indústria (1.762) aparece logo na sequência. Na outra ponta, agricultura (-1.467) e construção (-66) amargam os piores números entre os principais setores.

A economista da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) Giovana Menegotto avalia que esse protagonismo maior de comércio e serviços é normal neste momento. Avanço da vacinação e reabertura das atividades criam ambiente para a retomada com mais fôlego nesses setores, segundo a economista.

— Esse processo de mais flexibilizações, mais horários de funcionamento, de avanço nessa reabertura é o que dá essa condição basal para a reação nesses dois setores, que justamente são os que dependem de maior circulação — destaca Giovana.

A economista da Fecomércio-RS estima que o processo de recuperação nesses dois setores deve continuar no segundo semestre, sempre na esteira do avanço do combate à pandemia. Segmentos como os de hotelaria, eventos e de bares e restaurantes tendem a conseguir mais tração nos próximos meses, com maior número de vacinados. Giovana explica que esse movimento ocorre, pois, além da abertura maior das atividades, as pessoas ganham confiança para aproveitar a maior circulação e, consequentemente, consumir mais nesses locais. 

Giovana salienta que o avanço da inflação no país coloca um asterisco no tamanho da recuperação dos setores, principalmente em razão do efeito no poder de compra das famílias: 

— A inflação afeta todos, mas muito mais quem ganha menos. Quando se olha a condição de consumo, muitas famílias ainda que não conseguiram recompor a renda — observa.

Olhando os dados por municípios, Porto Alegre, que registra forte atuação em serviços e no comércio, lidera na geração de vagas, com saldo de 2.217. Vacaria, na Serra, apresentou o pior resultado em junho, com o fechamento de 1.083. O município é conhecido pela produção de maçã e registra alta em desligamentos após abril com o fim da colheita da fruta. 

Na esteira do desempenho do país

O resultado do Estado ocorre na esteira do desempenho do país. Em junho, o Brasil abriu 309.114 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos. No semestre, o país registra saldo de 1.536.717 empregos, resultado entre 9.588.085 admissões e 8.051.368 desligamentos. 

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Ao comentar os dados do Caged, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a economia brasileira continua em ritmo acelerado de criação de empregos. 

— Estamos criando 1 milhão de empregos a cada três meses e meio ou quatro meses — afirmou Guedes.

O ministro reforçou que o resultado positivo foi verificado em todos Estados e regiões, com destaque para os setores de serviços e comércio, que abriram a maior quantidade de vagas no mês. 

— Os setores mais atingidos pela pandemia estão na vanguarda, liderando a retomada. O Brasil continua no rumo certo, com vacinação em massa para garantir o retorno seguro ao trabalho, com a geração de novos empregos — destacou Guedes.

 
 
 
 
 
 
 
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