Famílias contabilizam prejuízos após alagamento causado por falha em casa de bombas em São Leopoldo - Notícias

Versão mobile

 
 

Vale do Sinos26/08/2021 | 21h13Atualizada em 26/08/2021 | 21h13

Famílias contabilizam prejuízos após alagamento causado por falha em casa de bombas em São Leopoldo

Chuva foi intensa nas últimas horas na região, mas nível do Rio dos Sinos pouco subiu

A chuva constante que atingiu o Vale do Sinos ao longo de toda noite e madrugada, causou alagamentos e obrigou famílias a saírem de casa, em São Leopoldo. Na madrugada desta quinta-feira (26), moradores foram removidos de ao menos cinco residências, perderam móveis e tem a estrutura de madeira comprometida pela enxurrada.

Duas comunidades foram atingidas: Vila Brás e ocupação Steigleder. Muitas ruas são transitáveis por caminhonetes. Entretanto, Ivo Júnior Martins, 50 anos, foi socorrido por um barco, em uma ação dos Bombeiros e da Defesa Civil do município. Desempregado, ele afirma que tem sobrevivido com ajuda da comunidade. Aponta para sua casa, com o pátio coberto pela enchente, e lamenta ter perdido móveis imprescindíveis.

— A máquina de lavar e a geladeira já eram. Dessa vez a enchente me pegou forte — afirma.

No galpão da ocupação, estão quatro famílias.

Leia mais
Saiba como será a vacinação na Região Metropolitana nesta sexta-feira
Carro que servia de moradia para homem é atingido por veículo e bate em árvore
Dois anos depois, seis das 20 obras públicas acompanhadas pelo DG estão concluídas

Os imóveis afetados estão em acessos da Rua das Carreiras, no bairro Santos Dumont. As vias são de chão batido, de instalação elétrica precária, em postes visivelmente adaptados para chegar aos locais mais distantes da área urbana.  

O autônomo Leomar Antônio Borges dos Santos Cavalheiro, 26 anos, levou a mãe de um amigo para sua casa, uma palafita 

— Minha casa é mais alta, quando começou a chover eu já disse pra eles virem pra minha casa. Eu tive que reconstruir. Antes era assim, igual essa — aponta para uma casa mais baixa que estava submersa.

Gisiele Matos Pinto, 30 anos, e Simone da Silva Vargas, 35, também foram removidas por militares do Exército em uma canoa. No galpão da ocupação, preparavam o almoço para as 10 pessoas acolhidas.

— Era meia noite quando a gente deixou a casa, e eu lembro da cerca boiando junto com o barco — afirma Gisiele.

Ao todo, cinco famílias foram resgatadas e passaram a noite num galpão do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), mas com o amanhecer, restaram apenas quatro.

Em nota, a prefeitura diz que monitora a situação e informa que a Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS) prestou auxílio com a doação de colchões, acolchoados, cobertores e alimentos para as pessoas que ficarão abrigadas no galpão. A Defesa Civil de São Leopoldo ainda reconheceu que houve um problema que atingiu a casa de bombas. Mas alegou que a responsabilidade pela manutenção é da Prefeitura de Novo Hamburgo, uma vez que o sistema fica no limite dos municípios.

No dique onde a água é bombeada das vielas para o Rio do Sinos, muito lixo é visto, um agravante segundo a prefeitura de Novo Hamburgo. A administração da vizinha de São Leopoldo afirma que tem realizado limpezas na bacia de contenção junto à casa de bombas, que está em funcionamento, defende a gestão hamburguense. Os cálculos do município apontam para 81 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, muito acima da média. A administração informa ainda ter feito uma licitação para ampliar a capacidade de manutenção e de bombeamento do sistema.

 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros