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Seu Problema é  Nosso03/11/2021 | 09h49Atualizada em 03/11/2021 | 10h13

Família e amigos de gari atropelado criam corrente do bem para arrecadar fraldas e alimentos

 Valdecir Garcia da Rosa foi atropelado enquanto trabalhava, em outubro,  na cidade de Cachoeirinha

Família e amigos de gari atropelado criam corrente do bem para arrecadar fraldas e alimentos Reprodução / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Valdecir segue hospitalizado Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

O gari Valdecir Garcia da Rosa, 30 anos, morador do bairro Canarinho, em Cachoeirinha, segue hospitalizado desde o dia 18 de outubro, quando foi atropelado na Avenida Flores da Cunha enquanto trabalhava. Valdecir e outro colega foram atingidos por volta das 9h30min, quando o motorista de um carro colidiu na parte traseira do caminhão de lixo, que estava parado na rua. Os garis faziam a coleta na via e acabaram sendo atingidos e prensados contra o caminhão. 

Atualmente, Valdecir está hospitalizado em Viamão. De acordo com a cuidadora de idosos Patrícia de Castro Rosa Lopes, 43 anos, cunhada dele, a equipe médica informou que ele ainda precisará realizar no mínimo mais duas cirurgias na perna que ficou lesionada após o acidente. Além disso, a principal preocupação no momento é a falta de fraldas, que Valdecir precisará utilizar por tempo indeterminado.

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Solidariedade

– Ele ainda não tem data para receber alta. Devido à lesão, ele está precisando utilizar fraldas – explica Patrícia.

O acidente de Valdecir foi amplamente divulgado nos noticiários. Foi assim que o mecânico de cadeira de rodas e camas hospitalares Jorge Luiz Lopes da Silva, morador do bairro Alto Petrópolis, na Capital, ficou sabendo do acidente. Alguns dias depois, conta o mecânico, quando o caminhão do lixo passou em seu bairro, alguns garis perguntaram se ele teria uma cadeira de rodas para doar para Valdecir: 

–  Pedi mais informações e fiquei de conseguir. Esse rapaz, amigo do Valdecir, me explicou que ele também precisava de fraldas.

Jorge compartilhou a história em alguns grupos em redes sociais e contatou amigos. Dessa forma, ele conseguiu arrecadar, em poucos dias, 25 pacotes de fraldas, uma cadeira de rodas para banho e outra especial que possibilitará que Valdecir fique com as pernas para cima quando receber alta.

– Agora vou recuperar cada uma das cadeiras e, em breve, levarei para a família – detalha Jorge.

Para organizar as doações, um amigo dele disponibilizou dois pontos de coleta na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia. Segundo Patrícia, além dos gastos para a compra das fraldas, outra dificuldade que a família encontra é o valor do transporte para realizar as visitas e acompanhar Valdecir em Viamão. Hoje, três pessoas se revezam para ficar com ele sempre que possível.  Mas, explica Patrícia, já ocorreu de ninguém conseguir ir até lá e função da falta de dinheiro para passagem:

– Meu outro cunhado trabalha como motorista de aplicativo. Então, às vezes, ele consegue nos levar. Mas, nem sempre é possível.

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Empresa afirma já estar prestando assistência

De acordo com o engenheiro civil Pedro Cepeda Ignácio, gerente da empresa Ecsan Serviços Ambientais no Estado, a família de Valdecir está recebendo fraldas, dinheiro para passagens e cesta básica:

– Também vamos tomar as providências necessárias com o causador do acidente.

O engenheiro reforçou o pedido para que a comunidade tenha mais atenção com os colaboradores que realizam esse tipo de serviço. 

Para ajudar

/// Valdecir precisa de fraldas nos tamanhos M e G, além de  alimentos não perecíveis.
/// As doações também podem ser feitas na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, números 629 e 3.267.
/// Para obter mais informações, entre em contato com Jorge pelo telefone (51) 99286-8884.

Produção: Kênia Fialho

 
 
 
 
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