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Seu Problema é Nosso16/11/2021 | 08h59Atualizada em 16/11/2021 | 08h59

Jovem espera há sete meses por resposta do INSS

Julia Schutz fez a solicitação de auxílio por incapacidade temporária em abril

Jovem espera há sete meses por resposta do INSS Reprodução / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Julia segue esperando análise Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A estudante de Jornalismo Julia Schutz, 26 anos, segue aguardando o resultado da solicitação feita no sistema do INSS, em abril, de auxílio por incapacidade temporária. Sete meses após a abertura do pedido, a estudante relata que nada mudou. A história dela foi contada pelo Diário Gaúcho em agosto, quando o prazo previsto de retorno se encerrou. Apesar de ligar semanalmente para o órgão e acessar o site com frequência, o único retorno que tem é de que é preciso aguardar.

– Nenhum pedido de documentação, nenhuma alteração solicitada – conta Julia.

A situação preocupa porque ela depende da liberação do INSS para voltar a trabalhar. Em março, devido a problemas de saúde, a moradora do bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre, precisou se afastar de suas atividades após apresentar sintomas graves de depressão e ansiedade.

De acordo com o pai da estudante, Carlos Schutz, 60 anos, ela faz acompanhamento psicológico há muitos anos, por ter autismo leve, condição que se enquadra no chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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Demora

Julia explica que já se sente melhor para retornar ao trabalho, no entanto, depende da liberação do INSS. Segundo ela, a assistente social da empresa em que trabalha segue em contato constante. A profissional é uma das pessoas que orienta que Julia siga ligando e insistindo para obter mais informações sobre a solicitação. Sem outras alternativas, além da espera, Julia segue realizando as atividades da faculdade e lamenta a falta de resposta: 

– É complicado. Graças a Deus não estamos passando necessidade, mas é ruim ver que não vai para frente. Me impede de voltar para as minhas atividades. 

Recentemente, a jovem entrou em contato com o Ministério Público Federal, assim como outras pessoas que enfrentam o mesmo problema, para cobrar um posicionamento do INSS quanto à demora.

MPF aguarda dados de requerimento 

De acordo com a Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, o Ministério Público Federal (MPF) aguarda resposta do ofício encaminhado à Superintendência Regional do INSS, solicitando informações sobre o encaminhamento do requerimento de Julia à Central Unificada de Cumprimento Emergencial de Prazos. 

Segundo a assessoria de imprensa, o acordo foi firmado pelo INSS com o MPF e homologado pelo Supremo Tribunal Federal. “Pelo acordo, não havendo análise no prazo previsto, o requerimento deve ser automaticamente encaminhado a essa Central”, afirmou em nota.

Sem retorno do INSS, novamente

Como em agosto, mais uma vez a reportagem não obteve um posicionamento do INSS sobre o caso. No primeiro contato, feito em 4 de outubro, o DG questionou sobre a demora da análise da solicitação de Julia e se haveria um novo prazo previsto. Foram feitos outros sete contatos ao longo de cinco dias, sendo três por telefone, dois por e-mail e dois via WhatsApp. O retorno que se teve, até o fechamento desta edição, é de que o pedido de resposta à reportagem já havia sido encaminhado para a área técnica responsável e que o motivo da demora do retorno seria a grande demanda.

Produção: Kênia Fialho

 
 
 
 
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