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Seu Problema é Nosso05/11/2021 | 15h32Atualizada em 05/11/2021 | 15h32

Moradora de Gravataí realiza vaquinha para tratamento de paquimeningite

A doença é rara e pode levar a óbito

Moradora de Gravataí realiza vaquinha para tratamento de paquimeningite Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
A opção indicada pelos médicos foi a aplicação de um medicamento que reduz a evolução da doença. Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Para voltar a ter uma boa qualidade de vida, a cozinheira Aline Rodrigues, 32 anos, deposita sua esperança em um medicamento de alto custo. A moradora de Gravataí foi diagnosticada em setembro de 2020 com paquimeningite hipertrófica, uma doença inflamatória rara e progressiva que é caracterizada pelo espessamento da meninge. Após uma série de exames e tratamentos, as dores e os sintomas não cessaram. A última opção indicada pelos médicos foi a aplicação de um medicamento que reduz a evolução da doença. 

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Em agosto de 2020, Aline sentiu uma ardência no olho esquerdo e procurou ajuda. Inicialmente, a equipe médica achou que estava com uma inflamação no nervo do olho e pressão alta. Sem resultado conclusivo, a cozinheira precisou ser internada por 20 dias na Santa Casa de Misericórdia, na Capital, no início deste ano, após passar mal e perder a visão do olho esquerdo:

– Nos meus exames, os médicos encontraram uma massa no meu cérebro e pediram para que eu fizesse mais exames e procurasse um neurologista. Após a  alta, em setembro, voltei para o hospital porque deu alteração nos outros exames. Os médicos sugeriram uma biópsia intracraniana, uma craniotomia (remoção de parte do osso do crânio para expor o cérebro a uma cirurgia). Fiz a operação e voltei para casa. Veio o resultado, de paquimeningite hipertrófica.

Tratamento 

Devido à gravidade da doença, Aline buscou tratamento na rede particular. Para retardar a evolução dos sintomas, os médicos indicaram o uso intravenoso de quatro doses ao ano do remédio Rituximabe 500mg. Cada uma custa R$ 6 mil, que somam R$ 24 mil anualmente. Para arrecadar o valor, com apoio da família e de amigos, a cozinheira criou uma vaquinha. 

– Por enquanto, estou à base de corticoides, o que está inibindo a evolução da doença. Tenho que comprar o Rituximabe em uma farmácia especializada. Levo no hospital, informo minha médica que já tenho o remédio e lá eles fazem a aplicação. Tomo três doses de 15 em 15 dias. Seis meses depois, aplico outra dose – diz.

Rotina

Aline detalhou que teve sua rotina interrompida com a chegada da doença. A cozinheira trabalhava em uma lanchonete e precisou parar as atividades. Com o apoio do marido, Vinícius Pizolati, 32 anos, ela vende açaí para manter o sustento e conta com a ajuda do filho, Luã, 16 anos, para realizar as tarefas de casa.

– Tenho muita dor no olho, no corpo e confusão mental. Não consigo levantar peso, fazer as tarefas de casa, nem pentear o cabelo. Já caí diversas vezes, tenho muita perda de equilíbrio e tontura. Meu filho de 16 anos faz comida, limpa a casa, cuida da irmã dele, Luany, nove anos, e é horrível isso. São coisas simples da vida que eu não consigo fazer mais – lamenta.

Aline tem se mantido em absoluto repouso, por orientação médica: 

– A visão do meu olho direito está em 80%, consigo enxergar em uma distância de até três metros. Desde então, estou correndo atrás de conseguir o medicamento. 

Como ajudar Aline?

/// É possível contribuir com qualquer valor por meio de doações em PIX para a chave telefone 51995362131.

/// Para obter mais informações, entre em contato com Aline pelo telefone (51) 99527-3991.

Produção: Vitória Fagundes

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