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Seu Problema é Nosso03/01/2022 | 11h48Atualizada em 03/01/2022 | 11h49

Sem telhas desde 2019, escola da Capital tem aulas prejudicadas 

Temporal que ocorreu há mais de dois anos danificou a estrutura do local

Sem telhas desde 2019, escola da Capital tem aulas prejudicadas  Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
Buracos no telhado permitem entrada da chuva e alagamentos Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Um incidente que ocorreu há mais de dois anos segue sendo motivo de preocupação para a comunidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental Jardim Vila Nova, na zona sul da Capital. Em 2019, durante um temporal, telhas foram arrancadas pelo vento, deixando parte da escola exposta. O problema, que ainda não foi resolvido, tem interferido na rotina de alunos e professores que, em dias de chuva, não podem circular pelo espaço devido ao risco de sofrerem acidentes. 

Apesar de a escola ter ficado fechada por um longo período, em razão da pandemia, a reconstrução da estrutura ainda não ocorreu. No dia 10 de setembro, o DG já havia feito reportagem sobre o caso. A água que cai pelo buraco aberto no telhado também danificou as madeiras da estrutura. 

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A auxiliar administrativa Caroline Gomes, 30 anos, é mãe de uma aluna. Ela explica que, assim que se entra na escola, já é possível ver “que as madeiras estão apodrecendo”.  A área prejudicada pelo temporal localiza-se entre o saguão e a escadaria que leva para o andar onde ficam as salas de aula das turmas iniciais, como a da filha de Caroline, de oito anos. 

Prejuízo

Quando chove, as aulas são canceladas, porque a água deixa o piso escorregadio, o que pode ser motivo de acidentes. Assim, sem poder acessar a escola, as crianças são prejudicadas em seus estudos. Mesmo nos dias em que há pouca chuva, a mãe fala que prefere deixar sua filha em casa. 

– Pode ser que essa chuvinha venha a se intensificar e, assim, ocorrer um problemão. A gente não sabe como que estão as telhas. Com a infiltração da água, a qualquer momento pode dar um acidente, tanto de as crianças escorregarem e acabarem se machucando quanto de cair alguma coisa em cima delas – comenta Caroline, preocupada com os alunos. 

Para Barbara de Cristo, 50 anos, uma das professoras da escola, a situação é frustrante. Ela fala que, devido à pandemia, os alunos já tiveram seu aprendizado prejudicado. Com as necessárias medidas de isolamento que ocorreram nos últimos dois anos, algumas das crianças dos anos iniciais não conseguiram acompanhar as atividades. Mas, quando houve a retomada das aulas presenciais no Estado, devido ao problema no telhado, a escola não pode receber seus estudantes por muitos dias. Assim, ela fala, muitos deles finalizaram o ano sem conseguir se alfabetizar. 

– Os alunos não tiveram essas aulas em função de a escola ficar alagada. Alguns pais ficaram bem revoltados, e eu não tira a razão deles. Mas não tem muito como nós, enquanto professores, garantir a segurança das crianças numa escola que está toda molhada. 

Assinaturas impedem início das obras

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que a manutenção da escola, avaliada em R$ 14,1 mil, já recebeu autorização para ser executada. Agora, aguarda a conclusão das assinaturas do contrato para, assim, a empresa responsável poder começar os trabalhos. 

Quanto ao questionamento sobre uma previsão para o início do conserto da estrutura, danificada desde 2019, a pasta não apresentou uma data.

Produção: Émerson Santos


 
 
 
 
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