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Trecho 2 da Orla11/04/2022 | 21h35Atualizada em 11/04/2022 | 21h35

Prefeitura de Porto Alegre decide demolir o Anfiteatro Pôr do Sol

Estrutura está condenada, diz secretária municipal de Parcerias, Ana Pellini

Prefeitura de Porto Alegre decide demolir o Anfiteatro Pôr do Sol Mateus Bruxel / Agencia RBS/Agencia RBS
Edificação está completamente abandonada e sem uso há sete anos. Local virou ponto de tráfico de drogas e abrigo para criminosos Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS / Agencia RBS

Quem ainda sonhava em assistir a algum espetáculo cultural no Anfiteatro Pôr do Sol, situado a poucos metros da foz do Arroio Dilúvio, na área em que o trecho 2 da Orla do Guaíba será revitalizado, pode desistir. A prefeitura de Porto Alegre decidiu demolir a edificação, inaugurada em 13 de maio de 2000. Atualmente, o local está abandonado, com pichações e sinais de degradação.

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— Não tem o que fazer, está condenado. Não tem como ser restaurado — revela a secretária municipal de Parcerias, Ana Pellini, confirmando que o espaço de eventos vai mesmo para o chão.

Não está definida ainda data para a derrubada. O certo é que não deve ocorrer até existir uma proposta para a área. A extensão de 850 metros, que vai da região da Rótula das Cuias até a foz do Arroio Dilúvio, destoa dos demais trechos já revitalizados da Orla. E o Anfiteatro Pôr do Sol é o retrato do abandono desde que o alvará de proteção contra incêndios venceu e não foi renovado. Como há pouca circulação de pessoas por ali, o local virou ponto de tráfico de drogas e de esconderijo para marginais.

— Pode ser que outro espaço seja construído no mesmo lugar, não temos como saber ainda — diz a titular da pasta.

O prazo para término dos estudos de mercado para modelagem econômica do trecho 2 da Orla se encerrou sem novidades, no domingo (10). Tanto a prefeitura quanto os dois consórcios participantes decidiram que seria necessário mais tempo para a realização do estudo. Dessa maneira, a nova data foi estendida até 10 de julho. Consulta e audiência públicas também serão realizadas para ouvir a comunidade.  

A secretária Ana Pellini afirma que um centro de eventos (fechado ou não) e até um aquário, como existe em Lisboa, em Portugal, pode ser criado no trecho 2 da Orla.

— Não temos como saber o que será proposto, precisamos esperar a data. Vamos aguardar a apresentação dos dois consórcios e depois colocaremos em consulta pública. Pode ser que tudo seja rejeitado também, o que não creio que acontecerá. Porque os dois consórcios são bem completos — explica, salientando que a vocação do trecho 2 é para eventos.

As únicas obrigações previstas em edital para o consórcio vencedor são a construção de uma marina pública e a conexão com os demais trechos da Orla. Por fora, já existe a ciclovia. Porém, ainda haverá ligações internas.

O VillaMix Festival, realizado em 18 de maio de 2019, foi o último show feito na região do Anfiteatro Pôr do Sol, com direito a dois telões e um palco montado à frente da edificação.  Na ocasião, o DJ Alok, o sertanejo Gusttavo Lima e o funkeiro Kevinho, entre outros artistas, foram algumas das atrações. O espaço também recebeu telão para o público acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa América de 2019.

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Dois consórcios foram escolhidos pela prefeitura para apresentarem estudos com soluções para a revitalização da área. Um deles reúne as empresas CHEETAH Consultoria Empresarial, Photo Arquitetura, PierBrasil Engenharia e Soluções Tecnológicas, Arvut Meio Ambiente e Superfície Engenharia. O outro é formado pela Construtora Pelotense e pela RGS Engenharia. Serão realizados ainda levantamentos complementares ao edital, que consiste na modelagem econômico-financeira, estudos de engenharia, arquitetura e impacto urbanístico.  

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