Hospitais ampliam estruturas para atendimento de pacientes com covid-19 em Porto Alegre - Notícias

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Alta de casos10/06/2022 | 21h34Atualizada em 10/06/2022 | 21h34

Hospitais ampliam estruturas para atendimento de pacientes com covid-19 em Porto Alegre

Alas antes liberadas, nos últimos dias foram retomadas para atendimento a pacientes com a doença

Hospitais ampliam estruturas para atendimento de pacientes com covid-19 em Porto Alegre André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
No Hospital Nossa Senhora da Conceição, sete dos 59 leitos de terapia intensiva destinados à covid-19 estavam ocupados na manhã de quinta-feira Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

Hospitais de Porto Alegre têm feito adequações para enfrentar a alta nos casos de covid-19 registrada nas últimas semanas no Rio Grande do Sul. Isso porque a média móvel diária de registros da doença cresceu 63,5% em duas semanas: passou de 2.602 casos no dia 24 de maio para 4.256 no dia 7 de junho, conforme dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

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Segundo o mesmo levantamento, o índice de ocupação de leitos clínicos era 64% no dia 24 de maio e passou para 68% no dia 7 de junho no Estado. A ocupação em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) variou entre 10% e 11% no mesmo período. Na manhã de quinta-feira (9), a reportagem questionou hospitais sobre o que tem sido feito pelas equipes para atender a demanda dos novos casos na Capital.

Santa Casa

Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre informou monitorar a situação do aumento de casos de covid-19 e que fará adequações necessárias na estrutura para atender aos pacientes. A instituição destacou que, até o momento, uma unidade de internação voltou a ser dedicada para atendimento de pacientes com coronavírus. No entanto, devido aos poucos casos de casos graves, a Santa Casa não precisou ampliar as vagas na UTI.

Conceição

No Hospital Nossa Senhora da Conceição, sete dos 59 leitos de terapia intensiva destinados à covid-19 estavam ocupados na manhã de quinta-feira, o que representa cerca de 11% da utilização. Além disso, o hospital tinha outros 14 pacientes na enfermaria, que tem 24 leitos dedicados ao atendimento dos infectados pela doença.

— Temos registrado aumento de casos (de covid-19) nas últimas semanas, mas nada que pressione o hospital com a ocupação desses pacientes. Estamos conseguindo atender de uma forma estável — explica Cláudio Oliveira, diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição.

Hospital de Clínicas

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) teve de dobrar o número de leitos na enfermaria adulta para pacientes com covid-19. Essa foi a única adequação feita devido à demanda de casos nos últimos dias, de acordo com Beatriz Schaan, do Grupo de Trabalho para Enfrentamento ao Coronavírus do HCPA.

— Estávamos ocupando um número pequeno de leitos, com três ou quatro pacientes (com covid-19) por dia, que eram colocados em quartos específicos, e não em uma ala inteira. Mas (devido ao aumento de casos) tivemos de reservar uma ala de 12 leitos para os pacientes da enfermaria.

O Clínicas não tem leitos do Centro de Terapia Intensiva (CTI) específicos para casos de covid-19. Por isso, os profissionais alocam os pacientes conforme a necessidade. De acordo com Beatriz,  nove pessoas com o diagnóstico estavam internadas nesse setor na manhã de quinta-feira (9). Esse número tem se mantido estável nas últimas semanas: em alguns dias cai para seis, em outros chega a 10 internados com a doença, que não causaram dificuldades no trabalho das equipes, conforme o relato da profissional. O hospital tem, ao todo, 81 leitos no CTI.

Ainda durante a manhã de quinta, em todos os setores do hospital, havia 35 pacientes com diagnóstico positivo ou com quadro suspeito de covid-19. Antes do aumento da demanda por atendimentos, esse número ficava entre 10 e 15, de acordo com a profissional. Ela destaca que a situação do combate à doença é diferente daquela vivida no hospital nos últimos dois anos da pandemia.

— Isso é resultado de as pessoas estarem vacinadas. Os casos são bem mais leves. No máximo, os pacientes precisam da internação, mas não é nada comparado a outros períodos, quando o percentual de vacinação era mais baixo — completa.

Moinhos de Vento

A alta nos casos de covid-19 fez o Hospital Moinhos de Vento retomar mais uma área dedicada a leitos de internação exclusivos para atendimento de pacientes com a doença. Nos últimos dias foram ampliados os leitos de 18 para 44, crescimento de 144%. O número não considera os de CTI. Além disso, a instituição reativou a tenda, na área externa, para o atendimento de casos de síndromes gripais - que incluem quadros suspeitos de covid-19. O objetivo é separar os fluxos de atendimento; assim, a emergência é exclusiva para pacientes com doenças que não sejam síndromes gripais.

No CTI Adulto, não houve necessidade de ampliação nos últimos dias, conforme o hospital. Nesse setor, na atualização de quarta-feira (8), havia nove pacientes internados. Na UTI pediátrica não havia internados. Além disso, 53 pessoas com diagnóstico positivo e outras duas com suspeita de covid-19 estavam internadas na instituição no dia. A quantidade é bem acima do registrado nas duas primeiras semanas do mês de maio, quando o hospital tinha média diária de internados entre 10 e 25 pacientes adultos, conforme levantamentos da instituição divulgados diariamente. Na internação pediátrica, na segunda-feira, o Moinhos de Vento tinha nove pessoas internadas: três casos confirmados e seis suspeitos para covid-19.

Prefeitura de Porto Alegre

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre informou um aumento "discreto" no número de internações por covid-19 no mês de maio, mas ainda muito inferior ao mesmo período de 2021. A pasta informou, ainda, que os óbitos por covid-19 permanecem estáveis. A prefeitura administra o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), que não recebem pacientes com covid-19. Já as unidades de pronto atendimento (UPAs) da Capital fazem os primeiros atendimentos dos casos da doença e encaminham os casos mais graves para internação nos hospitais.

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