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Seu Problema é Nosso01/07/2022 | 10h25Atualizada em 01/07/2022 | 10h28

Atleta pede apoio para ir a torneio no Rio de Janeiro

Família abriu vaquinha online, cuja meta é de R$ 2 mil. Campeonato começa no dia 22 de julho

Atleta pede apoio para ir a torneio no Rio de Janeiro Arquivo pessoal / Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Judoca sonha com a medalha olímpica Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Uma oportunidade para ganhar visibilidade, experiência e mostrar para o que veio. Assim, o atleta Bryan Souza Briao, 14 anos, morador do bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, considera que será sua participação na 16ª Copa Rio Internacional de Judô, no Rio de Janeiro, que ocorre entre os dias 22 e 24 de julho. No entanto, para a concretização deste objetivo, ele e sua mãe, Luciana Souza dos Santos, precisam de ajuda para custear a viagem ao estado fluminense.

Em maio, a família abriu uma vaquinha online, cuja meta é de R$ 2 mil. Luciana e Bryan destacam que este valor é somente para os custos da viagem, como passagens e hospedagem. Até o momento, o financiamento coletivo possui pouco mais de 30% do esperado.

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O judoca ainda não está inscrito na Copa. Os valores para se inscrever variam entre R$ 70 e R$ 250, dependendo da data da inscrição, que vai até o início da competição. 

Agora, Bryan conta com o apoio de amigos, familiares e da comunidade. O coletivo Nós por Nós Solidariedade, do mesmo bairro do menino, está ajudando a divulgar a história do atleta visando a captação de recursos que possibilitem sua participação no torneio. 

Conforme Luciana, caso a meta estipulada não seja atingida, o valor ficará guardado para outras oportunidades que surgirem:

– São inúmeros campeonatos, e tudo isso custa caro. Caso não consigamos ir, vamos utilizar em outros torneios que ocorrem ao longo do ano.

Determinado

O que falta de recursos financeiros sobra de disciplina e determinação na vida de Bryan. De acordo com a mãe, o jovem sai de casa logo depois das 6h, quando vai à Escola Dom Diogo de Souza, no bairro Cristo Redentor, onde está no oitavo ano do Ensino Fundamental. Após, ele retorna à residência, descansa e estuda por algumas horas. Às 16h, ele vai para a aula de judô, no Grêmio Náutico União, e só volta para casa depois das 23h.

– Pelo perfil e pela educação que tem, ele já é um menino de ouro. Bryan tem um grande futuro pela frente e faremos de tudo para auxiliá-lo – comenta o professor de judô Rafael Garcia, 37 anos.

O jovem tem uma rotina cheia, vai aos treinos seis vezes por semana, de segunda a sábado, e sempre utilizando o transporte público. Questionado sobre a importância do judô em sua vida, responde:

– Pra mim, isso não é só um esporte ou um passatempo. É um propósito e um estilo de vida, é o que eu me vejo fazendo no futuro.

Orgulhosa do filho que tem, Luciana, técnica em enfermagem, conta que, aos poucos, está deixando Bryan assumir as responsabilidades, pensando justamente no aprendizado e na evolução como cidadão e atleta. Ela diz que, em certas ocasiões, nem parece que ele tem apenas 14 anos:

– Meu filho tem um objetivo bem claro que é colocar a tão sonhada medalha olímpica no peito. E tenho certeza que vai conseguir.

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Começo foi no jiu-jitsu, por incentivo do pai

Bryan entrou no judô no ano passado. Antes, desde os oito anos, praticava jiu-jitsu, também uma modalidade de luta. O judoca iniciou sua jornada no esporte por indicação do pai, Vilmar Machado Briao. Foi ele quem o matriculou nas aulas de jiu-jitsu e lhe apresentou o esporte. À época, o objetivo principal era o emagrecimento de Bryan. Mas o atleta gostou tanto do esporte que, além de atingir esta meta, conquistou diversos torneios na região. 

Foi então que, em 2021, um dos professores de Bryan indicou a prática de judô para o menino, pois apostava que ele se sairia ainda melhor nessa arte. Dito e feito. Em menos de um ano, o jovem já coleciona oito medalhas de ouro. Nos últimos meses, conquistou a Copa Estadual de Caxias do Sul e a Copa Campo Bom.

Homenagem

No entanto, nem só de conquistas vive um atleta. Acostumado a lutar no tatame, Bryan também enfrenta, diariamente, as batalhas além do ginásio. Em maio deste ano, seu pai, uma das maiores inspirações do jovem, faleceu, aos 65 anos, vítima de um câncer.    

– Bryan é tão determinado que, horas depois do enterro do pai, já estava treinando novamente – conta a mãe.

O jovem deixa claro e faz questão de agradecer a Vilmar por ele ter lhe apresentado o jiu-jitsu:

– O esporte acabou mudando a minha vida e, hoje, eu tenho metas, sonhos e um futuro pela frente. Quando chegar ao topo, que tanto almejo, a medalha não vai ser minha, mas, sim, nossa – declara ao pai.

Produção: Leonardo Bender


 
 
 
 
 
 
 
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